ASAE deteta infrações no setor vitivinícola

Tráfico de uvas, vinho falsificado e rotulagem irregular são algumas das infrações no setor vitivinícola detetadas nos últimos anos pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), mostrando que a tentação da fraude acompanha a expansão do negócio.
O inspetor-geral, Pedro Portugal Gaspar, adianta que o problema não se tem colocado em termos da segurança alimentar, mas afeta a credibilidade das marcas e defrauda os consumidores que acabam por comprar gato por lebre.
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“Uma das nossas operações foi precisamente a “Premium” que foi precisamente aquela que teve em conta a falsificação das duas marcas conceituadas nacionais, a serem colocados no mercado Angolano.”
A ASAE já apreendeu garrafas falsas destas marcas em Portugal no âmbito da operação “Premium” e  Domingos Antunes, o inspetor que liderou a operação, confirmando o aumento da tendência para a fraude.
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” Não é propriamente uma falsificação do vinho mas é uma fraude sobre ele, pois a informação que consta no rótulo não é correspondente ao vinho. Basicamente, resumiram-se a vinhos de excelência e qualidade em que o que estava no interior da garrafa era um vinho substancialmente inferior. O vinho estava bom só não correspondia ao preço nem à rotulagem que neste campo é decisiva para o consumidor tomar uma decisão correta.”
As garrafas em causa foram detetadas em garrafeiras, um mercado que a ASAE está a monitorizar, segundo Domingos Antunes, misturadas com as originais.
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“Mesmo que o consumidor tenha alguma medida de proteção, colocam-se 3 garrafas, sendo duas verdadeiras e uma falsa.
Encontrou-se uma boa parte delas num aeroporto, e estes consumidores, naturalmente menos avisados porque não dominam este vinho, acabam por adquiri-lo e irem para outro país e quando nos soubermos já é difícil controlar a investigação.”
A ASAE tem intensificado as ligações aos países do espaço lusófono, destino prioritário para o vinho de produção nacional, mas contacta também diariamente com outros parceiros internacionais, incluindo mercados do Oriente, para tentar perceber se foram detetadas falsificações nestes países.
INFORMAÇÃO CIR (Rádio Ansiães)