No sábado, em Macedo de Cavaleiros caminhou-se pela Igualdade de Género e Não Violência.
Uma iniciativa da Câmara Municipal, depois de no dia 25 se ter assinalado o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, onde o objetivo foi sensibilizar a população para a importância de uma vida igualitária entre homens e mulheres, como explica Carlos Barroso, vice-presidente do concelho.
“Resolvemos neste sábado fazer esta atividade para relembrar que todos devemos ter, independentemente do género, que são complementares, o feminino e o masculino, estamos todos no mesmo nível. Aliás, devemos sempre fazer um elogio ao papel que as mulheres têm na nossa sociedade ao longo dos anos. Podemos dizer que, cada vez mais, a nossa sociedade é matriarcal, ou seja, as mulheres têm algum predomínio na sustentação da nossa sociedade, na educação dos nossos jovens, e, no fundo, no sustentáculo daquilo que somos.”
Antes da caminhada, houve uma aula de Kickboxing, onde os instrutores foram os atletas da Associação de Desportos de Combate de Macedo de Cavaleiros. Clícia Queiroz, atleta medalhada e com percurso internacional na modalidade, amadrinhou a iniciativa.
“Esta é um desporto visto como se fosse só para homens, mas não é.
A nível nacional e mundial, há mulheres e homens ao mesmo nível e há muitas mulheres a participar.“
Já Angelina Silva, a nova presidente da Associação de Desportos de Combate, considera que ativiades deste género se deveriam replicar.
É uma boa iniciativa. Devíamos ter mais como esta para acordar a consciência da sociedade, que ainda está adormecida, e, pior, muitas vezes fecha os olhos.
Muitas mulheres continuam a morrer por ano, vítimas de violência, mas não esquecer que também muitos homens a sofrem, e que, se calhar por vergonha, denunciam menos do que as mulheres.”
Entre os participantes, muitas mulheres.
“Esta iniciativa é boa, porque é para chamar a atenção para a violência. Não só a física, mas também a psicológica, que as vezes ainda machuca mais.”
“Penso que a violência não deve existir em lado nenhum. Que toda a gente devia ser boa, e sermos todos humanos, para ver que os outros são iguais a nós.”
“Este tema tem que ser mais abordado, porque a mulher é para ser mimada, e não violentada. Muitas vezes, a mulheres é o pilar de certas casas, e não podemos ficar paradas, nem caladas.”
Quem apareceu para caminhar recebeu um simbólico guarda-chuva azul-escuro, em representação das nódoas negras infligidas às vítimas de violência.
Também os idosos do projeto Idade Maior Idade Melhor deram o seu contributo, ao recitarem a letra da música Medusa, da conhecida rapper nacional Capicua, que fala sobre a violência doméstica.
Escrito por ONDA LIVRE


