Não se podem recriar serviços à custa da redução da capacidade de outros.
É a posição da Comissão de Saúde da Assembleia Municipal de Macedo de Cavaleiros em relação à alegada diminuição do número de camas no serviço de Medicina Interna no hospital que serve o concelho.
O Coordenador da Comissão afirma que em dois anos o corte foi de 50%, de 34 para 17, e que mais recentemente, na passada semana, terão sido retiradas mais 7, um caso que veio a lume depois de um comunicado da Concelhia do PSD.
José Madalena diz que se está a diminuir num serviço essencial. Uma medida de corte que, na sua opinião, sem na sequência de outras, como a que ditou o encerramento da Unidade de Convalescença para aumentar a capacidade dos Paliativos. Uma decisão que agora parece voltar atrás, com a ULS Nordeste a manifestar interesse em retomar o serviço extinto há um ano, e que serve de mote para que José Madalena reafirme que não se podem criar serviços ao retirar capacidade de outros.
A Comissão de Saúde reuniu já durante a passada semana, depois do comunicado à imprensa e da informação veiculada através das redes sociais por intermédio da representação do partido social-democrata de Macedo de Cavaleiros, que dava conta da retirada de camas do serviço de Medicina Interna. Acusações que, recordo, a ULS refutou totalmente.
Desta reunião resultou um memorando, a ser entregue à tutela, e onde estão expressas as preocupações da Comissão de Saúde. Uma delas está ligada com a inexistência de um técnico no laboratório de Análises Clínicas em permanência.
A não substituição da única médica oncologista que exercia funções no hospital de Macedo de Cavaleiros é outra situação que gostaria que fosse resolvida.
A Comissão de Saúde da Assembleia Municipal também a afirmar que foram retiradas camas do serviço de Medicina Interna do hospital de Macedo de Cavaleiros. Avança que foram 7 na semana passada. Primeiramente, a Concelhia do PSD tinha avançado que tinham sido 17, alegadamente, as camas retiradas, uma informação entretanto também já retratada. José Madalena teme ainda que o serviço esteja a ser espremido para que as camas a menos sejam empregues na anunciada reabertura de uma Unidade de Convalescença. Este serviço deixou de funcional no hospital de Macedo no primeiro dia de 2015, com a ULS do Nordeste a garantir na altura que, em caso de necessidade de internamento mais prolongado, seriam cedidas camas do serviço de Medicina Interna.
A ULS do Nordeste já se pronunciou sobre este assunto. Em comunicado, garante que até ao momento não recebeu ainda nenhum memorando da Comissão de Saúde da Assembleia Municipal de Macedo de Cavaleiros. Diz ainda que, por “inúmeras vezes”, a ULS salientou o papel importante do hospital de Macedo, e que há intenção de reforçar os cuidados em prol dos utentes, como por exemplo na área da Medicina Física e Reabilitação, da Ortopedia, do AVC, da unidade de convalescença e nos paliativos.Por isso, reforça que não houve nenhum corte de serviços.
Quanto ao Laboratório de Patologia Clínica do hospital, “a ULS Nordeste garante o seu funcionamento aos fins-de-semana, sendo que, no período noturno, a reduzida procura do Serviço (em média, menos de um utente em duas horas) e a proximidade dos laboratórios de Bragança e Mirandela, estando inclusivamente os resultados das análises disponíveis online, justificam a não cobertura nesse período”.
No mesmo comunicado, a ULS Nordeste lembra que os doentes com doença oncológica estão a ser acompanhados de acordo com a parceria existente entre a ULS Nordeste e o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, levada a cabo em 13 de janeiro de 2015, através de protocolo assinado entre as duas instituições e homologado, naquele Hospital, pelo Secretário de Estado da Saúde à altura, Leal da Costa.
Escrito por ONDA LIVRE

