O Incêndio de enormes proporções do passado domingo, no complexo do Cachão, que dizimou toneladas de plástico armazenado num dos edifícios pertencentes à empresa Mirapapel, fez aumentar a preocupação de quem está instalado junto à sede da mesma empresa de resíduos, às portas de Mirandela.
Moradores e empresários já tinham manifestado o seu descontentamento com o amontoado de lixo a céu aberto e com os maus cheiros, agora chamam novamente a atenção das autoridades para evitar uma possível tragédia no futuro.
Entretanto, o incêndio foi dado como extinto, ontem à tarde, apesar de ainda se manterem no local alguns operacionais como medida de prevenção para possíveis reacendimentos.
Depois do autarca de Mirandela ter considerado “muito estranho” o incêndio numa altura em que as temperaturas da região são muito baixas, ontem foi a vez do administrador da Agro-Industrial do Nordeste (AIN), que gere o complexo do Cachão, ir mais longe.
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Relativamente às críticas da população que responsabiliza as autarquias de Mirandela e Vila Flor – accionistas da AIN – de inércia neste caso, o administrador reitera que tudo tem sido feito para que o proprietário da Mirapapel retire o plástico, mas diz não haver qualquer vontade de colaboração do empresário
O Administrador da AIN não entende esta postura do proprietário da Mirapapel. Ao que apuramos, o empresário já avançou com uma queixa-crime contra desconhecidos para as autoridades investigarem as causas do incêndio.
Informação CIR (Rádio Terra Quente)


