Mais de 200 pessoas, entre alunos, pais e docentes, participaram ontem numa vigília pelo Colégio Ultramarino de Nossa Senhora da Paz, em Chacim, no concelho de Macedo de Cavaleiros.
A vigília foi organizada pelos professores, como uma forma de demonstrar preocupação com a possibilidade do fim dos contratos de associação, dos quais o colégio depende para manter as portas abertas.
Muitos alunos e ex-alunos deixam o seu testemunho, sobre a importância que esta escola tem ou teve no seu percurso de vida.
Ângela Baptista, professora, explica o que pretendem com esta ação.
“Quisemos fazer esta vigília para partilhar os testemunhos dos nossos alunos. Quisemos colocar os nosso alunos a falar sobre a sua própria escola, o que eles pensam sobre ela. Quisemos também que os encarregados de educação pudessem ouvir.
Queremos os nosso alunos tranquilos. Fizemos esta atividade para eles. Não é uma manifestação, é uma vigília.”
Também um meio de explicar aos pais o que pode vir a acontecer, conforme realça o professor Nuno Baptista.
Ricardo Baptista: Claro que os professores também estão preocupados com a possibilidade encerrar. Temos tido apoio dos pais, e isso é muito importante. Esta escola é um meio, para que os alunos possam atingir um fim.
Ângela Baptista: Temos-nos sentido apoiados pelos pais. Fizemos uma sessão de esclarecimento com eles, para eles possam saber, no meio de tanta coisa que se tem dito, o que está em causa.
Duarte Moreno, o autarca local, também marcou presença. Reafirmou a intenção de agendar uma reunião com a tutela, e diz ainda que o Governo tem de ser sensível à situação do Colégio de Chacim.
“Estamos a agendar uma reunião com o delegado da Direção Regional de Educação, para saber o que se vai passar com este colégio.
Daquilo que eu vi hoje, e com estes testemunhos, sinto que isto não é uma manifestação rancorosa, mas sim de amor, pelo local onde estudamos e fazemos as nossas amizades.
Estamos da nossa parte a fazer os possíveis.”
De relembrar que dos 110 anos que frequentam o colégio, 62% são subsidiados. 13 dos alunos são provenientes de instituições, do concelho de Macedo e Mirandela; 6 foram encaminhados pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens; e 2 estudam no colégio por decisão do tribunal.
Escrito por ONDA LIVRE

