A raça Churra Galega Bragançana precisa de divulgação para entrar nas ementas dos transmontanos.
Amândio Salgado Carloto, secretário técnico da Associação Nacional dos Criadores da Raça Churra Galega Bragançana, diz que a maioria da produção acaba em Espanha, onde o cordeiro é muito apreciado. O que ainda não acontece da forma desejada no local de origem.
“Os nossos vizinhos espanhóis escoam a maioria da produção. Se formos a restaurantes em Bragança, podemos saborear o cordeiro transmontano, que com uma pitada de sal e umas brasas, é uma experiência inesquecível.
Falta-nos é que haja divulgação junto da população mais jovens. Os mais velhos, é um produto que apreciam. E, por outros lado, arranjar um conjunto de soluções que facilitem que a dona de casa o consiga confecionar de uma forma mais prática.”
Amândio Salgado Carloto explica que a raça é destinada à produção de carne, e considera que, havendo mais procura, podia ser um produto competitivo.
“Estamos numa altura em que podemos fazer concorrência aos espanhóis. Se temos aqui um produto tão bom, por que é hão-de ser quase só os espanhóis a consumi-lo?
Também merecemos saborear um produto com essas características.”
Há, neste momento, 130 produtores no distrito de Bragança. Os jovens que criam a raça fazem-no, em maioria, quando há tradição na família.
“Sim, também há jovens, mas que vêm por tradição familiar. Há muito poucos de tenham vindo de outros setores.
Os jovens habituam-se a produzir com os pais, ou outros, que começam agora a surgir, fazem-no como um completo à atividade”
Estima-se que haja na região perto de 14.500 mil cabeças de Churra Galega Bragançana, branca e preta.
Escrito por ONDA LIVRE

