Já chegaram os primeiros refugiados a Bragança, no âmbito do projecto que a a Santa Casa da Misericórdia de Bragança está a desenvolver com a Plataforma de Apoio a Refugiados.
As primeiras pessoas acolhidas são três mulheres, com idades entre os 18 e os 38 anos, uma delas grávida, e as restantes duas com filhos recém-nascidos.
As mulheres e crianças chegaram na passada quinta-feira estão alojadas num apartamento da instituição que poderá vir a acolher mais dois adultos e duas crianças.
O provedor da Santa Casa da Misericórdia, Eleutério Alves, admite que o processo de acolhimento de refugiados deveria ser acelerado, de forma a poder proporcionar melhores condições a estas pessoas o mais breve possível.
“Estes processos nunca são nem muito demorados nem muito rápidos. Quando sabemos que há muita necessidade de instalar pessoas nestas condições, e que esse processo não avança, é demorado, porque quanto mais cedo, melhor. As pessoas estão em campos de refugiados, em más situações.
E quando há disponibilidade, porque há condições, proporcionar-lhes melhores condições de vida, quanto mais rápido, melhor. E acredito que seja possível acelerar o processo, para que estas pessoas sejam distribuídas pelas comunidades.”
Este é um projecto que a instituição pretende alargar às aldeias do concelho de Bragança através da aquisição e recuperação de casas que possam acolher famílias de refugiados.
“Não passará por estas cidadãs, porque não estão nessas condições. Mas estamos na disponibilidade de acolher famílias constituídas, que possam instalar-se nas aldeias.
Já temos condições e terras para isso, só não temos candidatos. Demonstramos também junto das entidades que apoiam os refugiados nesta nossa disponibilidade.”
No âmbito deste projecto de acolhimento foi dada formação a técnicos da instituição.
A Santa Casa conta ainda com o apoio de várias entidades e instituições de Bragança, em áreas como a saúde, a educação ou a segurança.
Informação CIR (Rádio Brigantia)


