Estão decididos os Campeões Nacionais de Voleibol de Praia sénior.
Dejavús na final feminina, com as mesmas duplas do ano passado a lutar pelo primeiro lugar, acabando novamente o pódio do lado da dupla Rosas/Oliveira, que conseguiu seguram título de campeãs.
O empate nos primeiros dois sets ainda ameaçou a titularidade, elas que detiveram o favoritismo durante o campeonato com a vitória de todas as etapas. Embora não tenha sido fácil, as campeãs confessam que a sensação é inexplicável e o favoritismo não vem só dos títulos.
“É inexplicável. Foi uma época complicada para nós, muito trabalho, treinamos muito todos os dias e temos de saber conciliar com os nossos empregos. É preciso mesmo um grande sacrifício, e, terminar assim, sabe muito bem. Nós iremos ser sempre as favoritas a partir do momento que ganhamos e que somos campeãs nacionais, e não é só pelos títulos, deve-se talvez à nossa forma de estar e ao nosso trabalho que nos dá esse favoritismo, esse que aliado à pressão de ter que vencer, por vezes pode correr mal, mas no nosso caso acho que conseguimos gerir bem e vamos continuar a trabalhar para isso.”
O primeiro set, vencido pela dupla Resende /Paquete ainda ameaçou as campeãs de 2015.
Em relação à final do ano passado, as detentoras do 2º lugar feminino apontam para algum condicionalismo físico mas, no final, foi uma disputa semelhante à do ano passado.
“Acabou por ser um jogo parecido ao do ano passado no sentido que foi novamente um jogo a 2 -1, a negra acabou por ser mais equilibrada, 22 – 20 em que ambas as equipas tiveram bolas para fechar o jogo. Quanto a este, começou ao contrário, fomos fortes no primeiro set, depois elas conseguiram dar a volta e ganha o campeonato, o que é merecido porque é uma dupla que venceu todas as etapas durante o ano e, por isso, estão de parabéns.
Em relação a nós, temos de ficar contentes pelo que fizemos durante o ano porque em relação ao ano passado fomos mais consistentes, atingimos mais vezes as meias-finais, crescemos enquanto dupla e evoluímos.
Isso para nós também é muito positivo, nós não chegamos aqui nas melhores condições físicas, foi uma semana complicada em que pusemos a hipótese de não participar. Mas não desistimos, conseguimos esta final que acabou por funcionar como um sinal de superação.”
Do lado masculino, vitória para a dupla Reis/Silva, campeões de 2014, que ainda perderam o primeiro set contra Monteiro/ Barros, levando a um desempate decidido no “tie-break”. A dupla vencedora não participou no campeonato do ano passado, regressando este ano para somar o 5º titulo nacional.
“É o 5º ano em que nos sagramos campeões nacionais, tem sido uma dupla de sucesso, tem corrido extremamente bem e este ano não fugiu à regra. Estamos super contentes e alegres, agora só pensamos em festejar.”
Do outro lado, Monteiro/Barros ainda estive perto, vencendo o primeiro set.
Embora não tenham tido sorte nos dois seguintes, dizem sair de cabeça erguida.
“O desporto é mesmo assim, ainda há pouco dizia que nem todos podem ganhar e calhou-nos a nós perder. Levamos a mágoa da derrota mas saímos daqui com a cabeça levantada. Temos de dar os parabéns aos nossos adversários, o jogo foi extremamente equilibrado, podia cair para um lado como para o outro. A vitória foi deles, mas nós também estamos de parabéns pois trabalhamos para chegar até aqui.”
A passagem de grandes competições desportivas pelo concelho macedense tem-se feito sentir a nível económico, com maior reflexo em alguns setores, refere Duarte Moreno, autarca macedense.
“Os investimentos que as autarquias fazem são mesmo para dar impacto, temos aqui centenas de jogadores que trazem as suas famílias e fazem um retorno a este local.
Os setores onde o impacto é maior são a restauração e a hotelaria, o comércio local também está a ter uma procura maior. Depois vamos fazer essa contagem, ver em números qual o impacto destas atividades que realizamos para o concelho e para a região.”
As areias do Azibo voltaram a revelar os nomes dos campeões nacionais de Voleibol de Praia.
Escrito por ONDA LIVRE
