Unidade de Paliativos levou alta cozinha ao hospital

A Unidade de Cuidados Paliativos de Macedo de Cavaleiros promoveu uma sessão de showcooking.

Uma ação que tem como principal objectivo humanizar os hospitais, explica Teresa Ramos, a coordenadora desta unidade.

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“É uma das ações de humanização da Unidade. Nós procuramos que o ambiente da Unidade seja o mais humano e parecido com as casas dos doentes, e não com um hospital.

E, como estamos na quadra natalícia, aproveitamos a boa vontade de muitas pessoas para humanizar o espaço.”

Abriram-se apetites, mas também mentalidades, ressalva Teresa Batista, a nutricionista do hospital, que confessa que se aprenderam ideias para aumentar a variedade alimentar dos pacientes.

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“Primeiro do que tudo, até abrir perspectivas a nós, Serviço de Alimentação e Nutrição.

Em termos de apresentação, o chef tenta valorizar o prato, o aspeto final. E, às vezes, um pudim não é um pudim. E estamos a aprender com ele, e é um caminho que vamos percorrer.

Também nos mostrou que há no mercado produtos muitos naturais, alguns sem glúten, e que os podemos utilizar, aumentando a variedade do que podemos oferecer.”

Eurico Castro, natural do concelho, foi o chef de serviço, ele que é conhecido por confeccionar pratos com pasta de castanha. Preparou nesta sessão sobremesas equilibradas.

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“Criei uma sobremesa de outono/inverno, e expliquei às pessoas, de uma forma muito simples como se pode fazer uma sobremesa dita de alta com produtos simples.

Houve o cuidado de escolher coisas saudáveis. É o caso da pasta de castanha, sem glúten e com baixo teor de açúcar. Acaba por ser mais saudável dentro daquilo que é uma sobremesa, que é uma ‘guloseima’ “

António Fernandes, do concelho de Vimioso, está internado na Unidade de Paliativos, e ficou admirado. Diz-nos que nunca viu tratar tão bem a comida.

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“Pareceu-me bem, nunca tinha visto fazer. Fiquei admirado. Não sei por que ponta se lhe pega, mas gostei de ver.

Vi aqueles truques de com chocolate, que depois fica numa espécie de ‘pauzinhos’. Até abre o apetite.”

As sobremesas que foram confecionadas no refeitório do hospital depois foram degustadas pelos doentes hospitalizados.

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 Escrito por ONDA LIVRE