Autarquia diz que corte aos bombeiros foi metade do anunciado pela AHBVMC

Afinal, o corte efetuado pelo município macedense ao financiamento da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Macedo de Cavaleiros (AHBVMC) foi de 14 mil euros, e não de 30 mil.

Duarte Moreno, presidente da câmara, garante que o corte foi de sensivelmente metade. Assume, contudo, que a autarquia vai estar ao lado da Associação.

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“O município está ao lado quer da Associação Humanitária, quer de qualquer outra associação que passe dificuldades. Já o demonstrou no passado, e demonstrará outra vez, se assim for necessário.

Penso que sobre matéria pouco mais há a dizer, a não ser que estamos cá para ajudar, e não para complicar. Já somos muito poucos para andarmos uns contra os outros e não fazermos, pelo menos, para a nossa cidade e a nossa região.

A Câmara não efetuou um corte de 30 mil euros, mas sim de 14 mil euros.”

Duarte Moreno deixa mais claro: essa ajuda será financeira, se assim foi necessário.

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“Presumo que haja alguma situação menos fácil para uma casa como aquelas, que é grande. Mas estamos aqui para tentar amenizar. Deixo uma palavra àqueles que trabalham naquela casa: não entrem em polvorosa porque a autarquia está com a direção, para ajudar naquilo que for necessário.

Obviamente que a câmara não quer a instabilidade de uma associação que pratica o bem e que veste a camisola quando é necessário. Se for o caso, ajudar também financeiramente.”

O assunto foi abordado ontem, em reunião de câmara, pelo vereador do PS, Rui Vaz, que se mostra preocupado com a possível situação, uma vez que traduz uma realidade semelhante à crise financeira de há poucos anos, com a anterior direção.

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“A questão que levantei ontem na câmara prendem-se com a surpresa que tive, e que acho que muitos macedenses tiveram, com as notícias que vieram a público, após a realização da última assembleia geral.

Todos nós temos presente aquele período conturbado das contas da Associação Humanitárias, e que levaram a que todo o país soubesse de uma situação muito crítica que se estava a passar com os bombeiros.

Aquilo que nos foi transmitido, e que nos tem vindo a ser transmitido ao longo dos últimos tempos, é que essa situação tinha sido ultrapassada. As palavras do presidente da Associação era no sentido de se ter ultrapassado a crise financeira da estrutura, mais dizendo que havia uma saúde financeira que previa que em tempos futuros não houvesses alarmes. Depois desta assembleia, fala-se da necessidade de reajustamentos, nomeadamente de despedimentos, o que nos deixa preocupados.

Sabemos que esta não é uma instituição qualquer. Está ao serviço das populações. A todo o momento, qualquer um de nós pode precisar do socorro daquela instituição. Deixa-me particularmente preocupado, até porque naquele período mais conturbado me manifestei publicamente, pedindo que a autarquia ajudasse, o que acabou por acontecer. Agora, vêm estas informações a público. E deixam-me apreensivo.”

Rui Vaz sugeriu mesmo que seja pedida uma reunião com a direção da Associação Humanitária.

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“Como o que nos é transmitido pela câmara, pela voz do presidente, é também uma certa surpresa, aquilo que sugeri, até para que a população fique descansada com este processo, é que a autarquia e a direção da Associação reúnam, para que se torne pública a situação e o que se prevê num futuro próximo. Também para que o que aconteceu no passado não volta a acontecer.”

Os reajustamentos anunciados para os Bombeiros de Macedo de Cavaleiros para 2017 a preocuparem o executivo da Câmara Municipal.

 

Escrito por ONDA LIVRE