Fundo de intervenção ambiental não comparticipa retirada de resíduos do Cachão

O fundo de intervenção ambiental não vai comparticipar a remoção das toneladas de resíduos, que ainda continuam em combustão, um ano depois do incêndio em dois armazéns de papel e plástico prensado, no antigo complexo agro-industrial do Cachão.

O administrador da Agro-Industrial do Nordeste (AIN), que gere o complexo, revela que, no passado dia 9 de janeiro, saiu um despacho no diário da República, com o plano de atribuição de apoios e utilização das receitas do fundo ambiental, que não inclui qualquer verba para a remoção dos resíduos do Cachão.

António Morgado está surpreendido com esta decisão, depois do Ministro do Ambiente ter garantido que esta questão seria uma prioridade e ainda mais porque a própria CCDRN ajudou na elaboração da candidatura apresentada pela AIN ao fundo ambiental para financiar a operação de retirada dos resíduos.

Desta forma, acrescenta, António Morgado não é possível às autarquias de Mirandela e Vila Flor, acionistas da AIN, suportarem, sozinhas, o custo da operação, que ronda os 270 mil euros

A deputada do PS, eleita por Bragança, Júlia Rodrigues, ainda acredita que a candidatura venha a ser aprovada pelo fundo ambiental, mas enquanto isso não acontece também defende que a administração da AIN deve avançar com medidas de prevenção.

Declarações avançadas, ontem, no complexo do Cachão, à margem da iniciativa promovida pela JS de Mirandela, que visou debater os desafios futuros do Cachão.

A iniciativa incluiu uma visita às instalações do complexo, a projeção de um documentário sobre “o CAICA – memórias sociais do Nordeste” e um debate sobre os desafios futuros da AIN.

Informação CIR (Rádio Terra Quente)