Chá, bolinhos e uma dose de História do concelho

Esta quarta-feira o Museu Municipal de Arqueologia de Macedo de Cavaleiros ficou aberto durante a noite, para receber os visitantes para uma conversa informal sobre a História do concelho.

Uma iniciativa, que promete continuar, e que serviu para assinalar a Noite Europeia dos Museus. Quem participou foi desafio a interpretar a simbólica pré-histórica, num ambiente descontraído. Uma reportagem da jornalista Tânia Rei.

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À noite houve chá, bolinhos e uma boa dose de história do concelho de Macedo de Cavaleiros.

Foi assim que o Museu Municipal de Arqueologia celebrou a Noite Europeia dos Museus. Falou-se da simbólica do passado antigo, e fica a vontade de repetir: “Este foi o primeiro evento. Gostaríamos de voltar a fazê-lo, com outros temas e alargá-los a outros públicos”, começou por dizer à Onda Livre a arqueóloga da Associação Terras Quentes, Elsa Luís. “Espero que a palavra vá passando e que consigamos ir divulgando para manter este tipo de iniciativas.”

Neste Museu, aberto desde Setembro do ano passado, só entram peças recolhidas no concelho. “É uma montra da ocupação humana desde a época mais antiga que conhecemos do concelho, até à Idade Média”, clarifica Elsa Luís. A informação, essa, “provém de sítios escavados pela Associação Terras Quentes e resume modos de vida, de pensar, diferenças culturais”. Além de escolas e universidades sénior, os visitantes estão a aumentar: “Temos tido gradualmente mais gente. Algumas excursões e pessoas de fora do concelho”, remata a arqueóloga.

A arqueologia que está bem presente por Macedo de Cavaleiros. Exemplo é a Fraga dos Corvos, que tem muito por descobrir: “Todos os anos temos a preocupação de escavar. Está programado para agosto deste ano a escavação na Fraga dos Corvos, em Vilar do Monte. É um sítio que está a ser escavado desde 2003 e que tem bastante potencial, com ocupações desde o período da Idade do Bronze, e tem evidências da produção metalúrgica das mais antigas que conhecemos no noroeste”.

Um serão diferente, passado no meio do passado, no Museu Municipal de Arqueologia em Macedo de Cavaleiros.

Este Museu tem como patrono o Coronel Albino Pereira Lopo, ilustre macedense e pedagogo do Abade de Baçal. Está localizado na antiga escola primária do Trinta, que agora conta 75 séculos de História.

Uma parceria da Associação Terras Quentes e do município local. Esta associação que tem para marcadas para dia 17 de junho as já habituais Jornadas de Primavera, onde vai ser apresentado um catálogo deste Museu.

Escrito por ONDA LIVRE