Aluna da UTAD cria aplicação que faz computador interagir com expressões faciais

A vila-realense Andreia Matos, enquanto aluna da UTAD, criou uma aplicação que pretende ajudar pessoas com necessidades especiais a utilizar o computador através das suas expressões fáceis, uma aplicação que já foi testada e cumpre os objetivos.

Andreia refere que criou esta aplicação para uma prima de 16 anos, mas ela pode ajudar muitas pessoas.

“Isto é uma aplicação que deteta expressões faciais e cada uma delas corresponde a uma função no computador. Ela surge da minha tese de mestrado na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e foi desenvolvida especialmente para a minha prima de 16 anos que tem uma doença neuromuscular degenerativa e não tem qualquer solução para interagir com o computador. Então houve essa necessidade de criar uma aplicação que permitisse esta interação o que resultou nesta ferramenta que aproveita as expressões faciais que a minha prima faz e transforma em ações no computador.”

Agora Andreia Matos quer legalizar esta aplicação para poder ajudar quem necessita, uma vez que segundo o Censos de 2001 existem mais de 156 mil pessoas com deficiência que poderão ter um pouco mais de autonomia no acesso às novas tecnologias com este sistema. Mas a jovem engenheira depara-se com um processo moroso e dispendioso.

“É um processo que implica algum tempo e alguns custos. O software tem que estar totalmente terminado, tem de ser sujeito a muitos testes em pessoas com deficiência para garantir que funciona em toda a gente. Temos sobretudo que ter todas as licenças dos softwares onde eu programo, ou seja, dos ambientes de programação e todos os registos feitos para que seja possível disponibilizar às pessoas.”

Mas a força de vontade de ultrapassar estas dificuldades levou Andreia Matos a criar uma campanha de recolha de fundos através da internet, surgindo uma campanha de crowfunding que está a decorrer até às 18 horas de 30 de abril.

“Isto é uma campanha de crowdfunding, surge numa plataforma portuguesa que é a PPL. É necessário alguns custos para que o software fique disponível para as pessoas, estes que são muito elevados, principalmente no que toca aos ambientes de programação que têm um custo muito elevado, o que eu neste momento não consigo suportar.

Então, surge a ideia de criar esta campanha, comecei a pesquisar na Internet e vi que havia muitos projetos com grande sucesso, então pensei “porque não? vamos tentar!”. Esta campanha está disponível no site da PPL em que qualquer pessoa pode dar o seu contributo, desde 1 euro e não há limite. Tem sido muito bem aceite e em duas semanas já atingimos 51% do objetivo.

A campanha decorre até dia 30 de abril às 18h de está sempre disponível para quem quiser  ajudar.

Para o fazer, a pessoa tem que ir ao site da PPL, escrever o nome do projeto – Smile-access – acessar ao computador através do sorriso e lá tem tudo sobre a campanha. Existe lá um botão que se chama “contribuir” onde a pessoa deve clicar e preencher com os seus dados, (também tem a opção de ser anónimo). Existem várias formas de pagamento disponíveis.”

Mas esta é uma campanha de “Tudo ou Nada”, se não conseguir obter os 1600 euros pretendidos, a criadora fica sem nenhum financiamento, uma vez que os donativos serão devolvidos a quem os doou.

Andreia Matos pretende legalizar a sua aplicação, um software que reconhece as expressões faciais e as transforma em diversas ações no computador. Uma ferramenta que agora precisa de ser registada enquanto modelo de utilização e registo de marca. Para ajudar nos custos de legalização do sistema está a decorrer assim uma campanha de crowfunding.

INFORMAÇÃO CIR (Universidade FM)