“O grande problema foi o desinvestimento ao nível da promoção da saúde mental, o que aconteceu também em Bragança. Aqui a questão prende-se com o que se vai fazer para prevenir os suicídios, por exemplo, neste distrito.
Temos de questionar o que fazer nas escolas e nos centros de saúde para essa prevenção. Hoje já possuímos evidência científica com a qual se podia começar a trabalhar isto.
Quando um jovem se começa a isolar, a estar mais triste, poderíamos fazer uma avaliação e impedir muitas situações que acabam em tentativas ou concretizações de suicídios.
Portanto, o que falta é intervir numa fase mais precoce.”
“A verdade é que com a saúde mental, as pessoas só se preocupam quando há risco ou já são portadores da doença. É preciso consciencializar as pessoas, que da mesma forma que eu posso trabalhar a minha saúde física, também devo trabalhar a saúde mental para evitar que possa adoecer.
É ai que está a importância do investimento ao nível da promoção da saúde mental, essencialmente nas escolas.”

