São obras que pretendem dar cumprimento às exigências da ASAE, que encerrou as linhas de abate de bovinos e pequenos ruminantes, no passado dia 20 de dezembro, após uma ação de fiscalização que detetou uma forte degradação da estrutura como consequência da falta de manutenção daquela unidade de abate.
A informação foi confirmada por Fernando Barros, presidente do Conselho de Administração do complexo agro-industrial do Cachão. O autarca de Vila Flor revela que as obras devem estar prontas dentro de um mês:
“Foi hoje entregue a obra de requalificação do matadouro, todas as pinturas e requalificações que nos foram exigidas. Têm cerca de um mês para fazer a obra, contamos conseguir cumprir esse prazo para que possamos abrir o matadouro o mais rápido possível, em serviço da região, dos produtores e da economia regional.”
O relatório da inspeção da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica apontou causas estruturais relacionadas com a antiguidade da infra-estrutura, como a pintura, os tetos e o chão das linhas de abate de pequenos ruminantes e bovinos, de bovinos e pequenos ruminantes, as que têm maior peso naquela
unidade, deixando apenas a funcionar a linha de abate de suínos. Fernando Barros apela aos produtores da região para terem alguma compreensão para esta situação e espera que tudo volte à normalidade, em
meados de fevereiro:
“Vamos criar condições para que o matadouro reabra rapidamente. É uma condições que pomos a nós próprios. Queria deixar um apelo a todos os nossos clientes, para que retomem e voltem para o Cachão porque é um intervalo muito curto que eles vão ter para que, o matadouro continue a prestar o serviço à região e aos produtores.”
Para já, a solução para o abate dos animais, na região, passa pelos matadouros de Bragança, Vinhais e Miranda do Douro. O Matadouro do Cachão pertence à Agro-Industrial do Nordeste, cujo capital
social é repartido pelas câmaras de Mirandela e Vila Flor, depois de ter sido adquirido, em 2005, à PEC Nordeste em 2005, por cerca de 450 mil euros, quando o Estado decidiu desfazer-se do negócio da carne. Atualmente, conta com 26 trabalhadores, mas, para que a unidade seja sustentável, cada município tem de financiar, anualmente, a unidade com cerca de 180 mil euros.
INFORMAÇÃO CIR (Rádio Terra Quente)

