Vila Flor vai ter uma segunda loja dos CTT depois do encerramento da estação de correios

Vila Flor vai ter uma segunda loja dos CTT depois do encerramento da estação de correios

A solução foi encontrada depois do encerramento do balcão oficial e de o serviço ter passado a ser assegurado, num hipermercado à saída da vila, desde o dia 22 de Dezembro. O presidente do município, Fernando Barros anuncia agora a abertura de um segundo posto que a funcionar no futuro balcão único de atendimento ao cidadão, localizado no centro de Vila Flor:

“É um local que vai ter outros serviços e vai ser o balcão de atendimento da câmara, que ainda não tinha sido implementado, porque estava à espera de resolver esta questão. Vamos ter uma segunda loja em frente à câmara, num sítio central e de fácil acesso, até para pessoas com mobilidade reduzida. Vamos criar este serviço e implementar um posto de trabalho.”

O balcão único de atendimento vai funcionar no Centro Cultural de Vila Flor, num espaço cedido pela autarquia. Para já não há previsão de abertura, mas as expectativas é que em no próximo mês o serviço já possa funcionar neste espaço, como adianta o autarca:

“Ainda não temos previsão de abertura. Já temos o departamento de arquitetura a trabalhar neste projecto, por haver necessidade de haver algumas adaptações. Vai ter que haver conjugação dos serviços de balcão de atendimento e postais. Vai ser um trabalho relativamente rápido, dentro do possível.” 

O balcão oficial do CTT fechou em Vila Flor a 22 de Dezembro. Antes do encerramento, o município de Vila Flor interpôs uma providência cautelar, no Tribunal Fiscal e Administrativo de Mirandela contra o encerramento, apoiado pelos autarcas da CIM terras de Trás-os-Montes, que não teve provimento.

Ontem, a Anacom deu aos CTT – Correios de Portugal um prazo de 20 dias úteis para apresentarem uma proposta que permita a existência em cada concelho de pelo menos uma estação de correios ou um posto.

Em comunicado, a Anacom – Autoridade Nacional de Comunicações afirma que, segundo informação recebida pelos CTT em Novembro, “é expectável que o número de concelhos sem estações de correio suba para 48 no curto prazo”, ou seja, locais onde residem “mais de 411 mil habitantes, ficarão sem uma estação de correios”.

Neste contexto, o regulador “adoptou uma decisão em que determina aos CTT que apresentem, no prazo de 20 dias úteis, uma proposta que complemente os objetivos que se encontram em vigor, tendo como referência que em cada concelho exista pelo menos uma estação de correios ou um posto de correios com características equivalentes às da estação”.

Entretanto, em comunicado os CTT reafirmaram que “estão presentes em todos os concelhos do país”, mantendo “pelo menos um Ponto CTT (Loja ou posto de correio)”, em que “são prestados todos os serviços previstos no Contrato de Concessão, incluindo a entrega de objectos avisados, e ainda o pagamento de vales de prestações sociais e de facturas”.

INFORMAÇÃO CIR (Rádio Brigantia)   

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