Agricultores do distrito de Bragança receberam 300 milhões de euros de apoios em três anos

100 milhões de euros por ano. É o montante que os agricultores do distrito de Bragança têm recebido de apoios financeiros, comunitários e nacionais, para complementar o rendimento das explorações agrícolas, desde que o Governo socialista está em funções.

O valor foi avançado pelo Secretário de Estado da Agricultura e da Alimentação, na sua recente passagem por Mirandela, na abertura da Feira da Alheira. Luís Vieira adianta que só no concelho de Mirandela os apoios anuais rondam os 16 milhões de euros, que abrangem cerca de 3500 agricultores:

“Os apoios são concedidos no sentido de dar sustentabilidade aos rendimentos dos agricultores para complementar o rendimento das explorações agrícolas. Nesse caso, o distrito de Bragança, no global dos 12 concelhos, teve apoios de 300 milhões de euros nestes últimos três anos. Estamos a falar de 100 milhões de euros por ano para todo o distrito.

Isto mostra claramente que, para além do rendimento gerado através do mercado, a política agrícola também tem esses mecanismos de apoio que permitem complementar o rendimento dos agricultores que são importantes e valorizam as suas explorações agrícolas.”

Luís Vieira ainda elogiou o setor da olivicultura na região que tem ganho vários prémios internacionais e que provam a qualidade do azeite produzido nesta região transmontana, onde predomina o olival tradicional

Confrontado com a recente reivindicação da APPITAD – Associação de Produtores em Protecção Integrada de Trás-os-Montes e Alto Douro – de que é urgente um plano nacional para a valorização do olival tradicional, sob pena dos olivicultores virem a abandonar essa prática, o Secretário de Estado da Agricultura não avançou com medidas concretas, preferindo relevar que já desafiou a Associação Interprofissional a criar uma marca própria no setor do azeite para afirmar melhor o produto nos mercados internacionais

“Queremos continuar a manter o olivar tradicional e é necessário que, através da própria marca, se possa afirmar essa diferença.

Portugal é um país que tem necessidade de criar uma marca própria como está a ser criada para outros produtos a nível do mercado. Em relação ao azeite português, o desafio que está lançado vai no sentido de ser criada uma marca, para que todas as nossas empresas, através da sua diversidade e das regiões onde é produzido, se possam afirmar melhor nesses mercados internacionais”

O Secretário de Estado da Agricultura e da Alimentação muito evasivo na resposta à reivindicação da APPITAD que defende a criação uma estratégia nacional para a valorização do olival tradicional português, tal como já aconteceu com o plano de valorização dos cereais.

INFORMAÇÃO CIR (Terra Quente FM)