Deputado do PSD levanta possíveis problemáticas que estarão a acontecer no hospital de Macedo

Na última Assembleia Municipal de Macedo de Cavaleiros, vieram a público situações desfavoráveis que, alegadamente, estariam a acontecer no Hospital da cidade.

O alerta partiu de Nuno Morais, deputado e presidente da concelhia do PSD que, depois ter alegado uma redução de 20 camas neste serviço hospitalar, vai agora mais longe e refere que, entre outras problemáticas, há doentes que permanecem nas camas de observação das urgências durante vários dias sem serem internados:

“De abril para cá que a situação se tem agravado. O serviço de Medicina Interna está reduzido a 20 camas, com um quarto de isolamento e há uma redução de pessoal de enfermagem e auxiliares de ação médica. Há três dias na semana em que a prestação de serviços que é feita no serviço de urgência é de uma empresa de serviços médicos, o que faz com que todo o acompanhamento dos doentes, à posteriori, não seja feito.
De referir ainda que há doentes que passam horas e horas no serviço de urgência nas camas de observação, e os utentes ali permanecem depois dias e dias a fio sem serem internados. Quando o são, é noutro concelho. Temos uma situação gravíssima.”

 

A Rádio Onda Livre entrou em contacto com a Unidade Local de Saúde do Nordeste, que em comunicado escrito, informa que o Serviço de Medicina Interna da Unidade Hospitalar de Macedo não diminuiu camas, sendo que possui 21, sendo 20 em enfermarias e 1 quarto de isolamento. O aumento de camas verifica-se na altura da implementação do Plano de Contingência da Gripe, sendo a sua duração variável de acordo com a duração da actividade gripal.

No mesmo documento, lê-se ainda que a equipa que assegura actualmente tarefas é constituída  por médicos especialistas de Medicina Interna e convém realçar que todos têm a mesma especialidade e as mesmas funções, pelo que os doentes não são de maneira alguma “prejudicados”, quer sejam observados por médicos pertencentes ao quadro da Instituição ou não.

Acerca de haver doentes que possam ficar mais tempo nas áreas de observação, tal pode ser explicado por falta momentânea de vagas no internamento e nada tem a ver com o facto de ser um especialista prestador de serviços a assegurar o apoio à urgência. Já a transferência de doentes para outros concelhos deve- se a vários factores, como pedido de familiares ou gravidade de situação clínica.

Por fim, relativamente ao número de profissionais de enfermagem e assistentes operacionais, segundo a Unidade Local de Saúde do Nordeste, o mesmo aumentou, sendo que em maio de 2017 a Unidade Hospitalar de Macedo de Cavaleiros dispunha de 77 enfermeiros e 75 assistentes operacionais e em maio de 2019 estavam ao serviço 83 enfermeiros e 80 assistentes operacionais. Verificou-se assim um aumento de 8% no número de enfermeiros e de 7% do número de assistentes operacionais em funções nesta Unidade Hospitalar, segundo o mesmo comunicado.

Depois de explanadas as preocupações relativas ao hospital de Macedo, Nuno Morais pediu ainda que, numa próxima sessão de Assembleia Municipal estivesse presente Carlos Vaz, presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Nordeste.

 

Escrito por ONDA LIVRE