Bando de pássaros nas árvores do Jardim 1º de Maio em Macedo preocupa população

Bando de pássaros nas árvores do Jardim 1º de Maio em Macedo preocupa população

A afluência de uma grande quantidade de pássaros que pousam nas árvores do Jardim 1º de Maio, em Macedo de Cavaleiros, principalmente ao fim do dia, está a preocupar os comerciantes das proximidades e até quem frequenta aquele espaço.
Trata-se de pardais e estorninhos, duas espécies protegidas, que ao fim do dia encontram repouso nas árvores que fazem sombreamento ao estacionamento contíguo ao jardim mais central da cidade, em frente ao edifício da Câmara Municipal.
No entanto, o cheiro das fezes e a própria sujidade estão a criar desagrado, principalmente a alguns comerciantes que têm estabelecimentos naquela rua.
Manuel Mendes, por exemplo, é proprietário de um café e restaurante há 32 anos e considera ser um problema de saúde pública que tem influenciado o negócio:

 

“Isto tem acontecido desde sempre, e pouco se tem feito para que os pássaros não venham aqui dormir. Os executivos têm tentado mas não têm conseguido resolver a situação.

Eu acho que é uma questão de saúde pública porque dá a impressão que estamos dentro de um aviário de galináceos ou parecido, e então quando chove, não só o cheiro aumenta como o perigo para quem circula nos passeios.

Este é um jardim onde as pessoas vinham passear, trazia gente para o comércio local, um deles o meu e não só, e hoje não vem ninguém para cá porque as pessoas não podem andar a passear à noite num jardim onde têm de andar de guarda-chuva.

As penas que andam pelo ar e o cheiro que incomoda as pessoas reflecte-se em todos os comerciantes desta zona.”

O mesmo diz Carlos Morais, funcionário de uma loja de informática naquela zona:

 

“Já se tentaram várias coisas mas a verdade é que o problema mantém-se todos os anos com o barulho, a sujidade dos carros, as penas que andam no ar, e até agora não tem evoluído para melhor . É complicado para as pessoas passear ou andar na rua, principalidade nesta altura em que há emigrantes e turistas.

Eu e toda a gente aqui desta rua, e mesmo as pessoas que andam a passear e a visitar as lojas, gostariam de ver a situação resolvida, e mesmo para quem paga estacionamento naquele local, é complicado chegar e ver o seu carro, por vezes, bastante sujo.

Quando chove é pior porque a água limpa as árvores mas suja o chão.”

Carina Bragança trabalha em um salão de cabeleireira, também naquela rua, e queixa-se principalmente do cheiro:

 

“É nojento. O cheiro é infernal.

Noto que tem estado pior, principalmente quando chove, é para esquecer.

E mesmo para o negócio prejudica porque as clientes não querem deixar o carro estacionado ai em frente.

Gostava de ver esta situação resolvida, principalmente pelo cheiro que é incómodo.”

Uma situação que também desagrada a quem frequenta o espaço, e por várias razões:

 

“Quando chove e fica muito molhado e húmido, para além do cheiro, as pessoas têm a tendência a escorregar pois fica a patinar. A mim já me aconteceu, há pouco tempo, e ainda por cima grávida.”

“Não está bem porque quem estaciona aqui, e a pagar, quando sai tem de ir logo lavar o carro, pois de manhã está todo sujo, assim como o chão e as árvores.”

“É vergonhoso que aconteça isto aqui no jardim municipal de Macedo. Se para nós, macedenses, é chato, imaginem para os turistas que passam por cá. É a demonstração da nossa cidade.”

“Eu não tenho carro mas quem tem não o pode deixar aqui estacionado porque à noite fica sujo. Deveria encontrar-se uma solução, mas isso depende das autoridades da Câmara Municipal.”

Contactado, Benjamim Rodrigues, autarca de Macedo de Cavaleiros, diz que têm tentado resolver o problema de várias formas, mas, até agora, sem sucesso. Uma situação que estão a ter em conta, diz:

“Já há meses que a autarquia iniciou um processo para resolver o problema. Numa fase inicial resultou com a colocação de um dispositivo sonoro que imitava uma ave predadora, sistema que existe em vários municípios do país, mas os pássaros habituaram-se ao ruído e foram ficando.

Depois disso, tentamos encontrar um químico que afastasse as aves das árvores, mas não o conseguimos em quantidade suficiente. Neste momento, estamos a acautelar isso, e penso que, em breve, teremos alguns exemplares para experiência.

De qualquer forma, já ponderamos a solução que se adoptou aqui há uns anos atrás que é cortar as árvores, de forma rasa que dê para colocar uma rede.

É um problema de saúde publica e um risco, principalmente para os idosos que escorregam e tropeçam.”

Benjamim Rodrigues adianta que o chão em baixo das árvores tem sido limpo pelos funcionários da câmara com jatos de água.

A permanência de uma grande quantidade de pássaros nas árvores do Jardim 1º de Maio a criar preocupação em alguns comerciantes e frequentadores daquela zona da cidade de Macedo de Cavaleiros.

Escrito por ONDA LIVRE

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