Grijó e Vale Benfeito conhecem este fim de semana a história das freguesias, ambas com quase oito séculos

Este fim de semana, chega a vez das aldeias de Grijó e Vale Benfeito, no concelho de Macedo de Cavaleiros, ficarem a conhecer a história de ambas as freguesias.

Os registos estão agora eternizados em livro e resultam das pesquisas do autor, Rui Rendeiro Sousa, ele que levanta um pouco do pano e deixa saber, desde já, que Grijó é uma terra muito marcada pela presença dos Jesuítas:

“Grijó, tal como a maioria das freguesias, vai a caminho dos 800 anos de existência, comprovada em termos documentais. Há ainda a relevar que Grijó foi uma terra muito marcada pelos Jesuítas que andaram pela nossa região e aos quais foram doados rendimentos de algumas igrejas. A igreja de Grijó é praticamente toda marcada pela presença deles.”

Já quanto a Vale Benfeito, destaca-se a importância para a história nacional da Idade do Bronze:

“Tem mais ou menos a mesma cronologia, está a caminho dos 800 anos, no entanto, foi um caso muito raro no nosso panorama, visto que foi uma das poucas terras que também era propriedade do rei. 

Mas Vale Benfeito tem uma coisa muito mais importante e faz parte da bibliografia que há sobre a Idade do Bronze, que são as alabardas, símbolo de poder das sociedade de elite da altura, e que fazem parte do brasão deles. Quer as alabardas quer um sítio que Vale Benfeito tem, ao qual chamam de Lagares, são muito importantes mesmo para a história da Idade do Bronze.”

“Grijó – Terras do Aio de D. Dinis” tem apresentação marcada para as 17h deste sábado, enquanto que a do “Vale Benfeito – Terras da Senhora do Freixo” acontece domingo às 15h.

Escrito por ONDA LIVRE