“Caretos Gaming”: a organização criada por dois jovens que ajudou a CERCIMAC

“Caretos Gaming”: a organização criada por dois jovens que ajudou a CERCIMAC

A CERCIMAC – Cooperativa de Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados de Macedo de Cavaleiros – lançou um apelo para angariação de fundos com o objetivo de adquirir uma passadeira elétrica para os utentes.

O Caretos Gaming, uma organização de Esports fundada por dois jovens macedenses, juntou-se ao repto e organizou um showmatch solidário. O dinheiro angariado reverteu a favor da associação, como explica Francisco Oliveira, um dos fundadores:

“Eram duas equipas, cinco contra cinco, e cada equipa tinha quatro profissionais de Counter-Strike: Golbal Offensive, que fazem disso vida. Um deles é macedense, o Pizituh. Foi transmitido em direto numa plataforma digital e as pessoas que estavam a assistir ao torneio iam fazendo doações durante o jogo. Começou com uma brincadeira mas acabou por ajudar as pessoas, e isso foi muito bom.”

 

Com apenas 18 anos, Francisco conta a origem do Caretos Gaming, e sublinha os principais objetivos e dificuldades:

“Este projeto tem como objetivo formar uma equipa de Counter-Strike e, quem sabe, mais tarde, outras modalidades. Queremos levar essas equipas aos maiores palcos ibéricos e representar a região da melhor maneira. No entanto, sem fundos isso não será possível e por isso estamos a tentar de tudo, para fechar algumas parcerias. Temos noção que é difícil, porque estamos a passar um momento mau devido à pandemia, mas tenho esperança que vamos conseguir.” 

 

Luísa Garcia, presidente da CERCIMAC, mostra-se satisfeita com o facto de haver cada vez mais jovens a preocuparem-se com causas sociais:

“Para nós foi muito bom, por tudo o que a iniciativa representa e deixa-nos felizes porque significa que a nossa mensagem está a chegar aos mais novos. Este período tem sido muito complicado para nós porque temos a instituição dividida entre utentes internos e externos, ou seja, o espaço ficou muito limitado. Não é fácil conseguir gerir atividades num espaço em que tivemos de tornar um edifício em dois. Uma das grandes limitações é a mobilidade, como não temos espaço lá dentro, dificulta que pratiquem exercício físico, e isso é muito importante.” 

 

Realizar atividade física é uma das grandes necessidades diárias destes utentes que, com o confinamento, se vêem obrigados a permanecer dentro da instituição.

Segundo Luísa Garcia, a passadeira elétrica deverá chegar durante esta semana.

 

Escrito por ONDA LIVRE 

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