Está a decorrer uma petição pública online que visa a anulação da decisão da Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM), de proibir eventos ou manifestações em espaços públicos nos concelhos que fazem parte desta CIM, até ao dia 30 de setembro.
Paulo Fernandes, de um grupo de concertinas de Torre de Dona Chama, no concelho de Mirandela, é um dos impulsionadores desta onda de revolta e explica o objetivo desta petição:
“Queremos sensibilizar todos os empresários que estão ligados ao mundo do espetáculo, porque não são apenas os grupos musicais, existe um grande número de pessoas ligadas a esta área. A petição serve para que todos os que, direta ou indiretamente, trabalham e dependem do setor da música, especialmente durante o verão, a assinem para a fazermos chegar à Assembleia da República.
Consideramos que esta decisão da CIM até é ilegal no sentido em que, se o próprio Governo diz que os espetáculos podem acontecer desde cumpridas as regras da DGS, e se estamos dispostos a cumprir essas normas, porque não nos deixam trabalhar?”
Vários empresários do distrito de Bragança consideram-se injustiçados e não entendem os motivos desta decisão:
“Não compreendemos como é que num território de baixa densidade não é possível que se realizem espetáculos em segurança ao ar livre. O reverso da medalha acontece em outras zonas do país com uma densidade populacional ainda maior, e onde se planeiam atividades. Existe aqui um grande contra senso e não aceitamos que isto siga.
Desde que a nossa contestação começou ainda não tivemos qualquer contacto da CIM. Aliás, estabelecemos um contacto telefónico para a CIM mas nem sequer fomos bem recebidos. O que nos disseram foi que, eventualmente, esta situação poderia ser novamente levada a discussão daqui a 15 dias, numa próxima reunião.”
Se a petição não surtir o efeito desejado, Paulo Fernandes refere que poderão vir a ser tomadas outras medidas:
“Temos um núcleo formado, ainda que de forma informal para já, com vários proprietários e empresários do distrito. Se for necessário, faremos uma ou várias manifestações em frente à CIM ou até em frente a cada Câmara Municipal. Isto numa primeira fase, pois caso seja necessário estamos dispostos a fazer boicote à próxima campanha eleitoral que aí vem.”
O descontentamento dos empresários do setor da música que consideram insustentável estarem mais um ano sem poderem trabalhar.
Escrito por ONDA LIVRE

