A decisão de libertação imediata dos sete arguidos foi ordenada hoje pelo Tribunal de Bragança, devido ao prazo máximo de prisão preventiva a que três deles estavam sujeitos se estar a esgotar.
A medida de coação foi reduzida a proibição de sair do concelho e apresentações duas vezes por semana à autoridade policial, no decurso do julgamento.
O pedido de alteração das medidas de coação foi pedido pelo Ministério Público, para que também fiquem em igualdade de circunstâncias os outros quatro acusados aos quais o tribunal decidiu colocar com pulseira eletrónica.
Nesta decisão pesou também o facto de a prova de acusação estar concluída, o que significa que já não há perigo de perturbação de prova com a colocação dos arguidos em liberdade. Residem todos no concelho de Bragança.
As novas sessões de julgamento estão marcadas para 1 e 2 de setembro, entrando agora em período de férias judiciais, prevendo-se que o julgamento se prolongue muito para além dos prazos estipulados para as medidas de provação da liberdade decretadas aos arguidos.
Ainda falta ouvir 50 testemunhas da defesa.
Na sessão de julgamento desta segunda-feira esteve presente o pai da vítima, Joaquim Rodrigues, assistente no processo, onde vincou que a mensagem que o filho trocou com uma amiga nos Estados Unidos, dizendo ter levado uma “pancada na cabeça” é verdadeira e que só agora foi anexada ao processo devido ao facto de a hipótese de ter sido uma queda a vitimar o jovem cabo-verdiano ter-se tornado pública no julgamento.
A família e a acusação continuam a defender a tese de que terá sido uma pancada com um pau de um dos arguidos, na madrugada de 21 de dezembro de 2019, a responsável pela morte de Giovani Rodrigues, o que acabou por acontecer dez dias depois.
Escrito por ONDA LIVRE

