32º aniversário da Convenção sobre os Direitos das Crianças discutido na freguesia de Peredo

32º aniversário da Convenção sobre os Direitos das Crianças discutido na freguesia de Peredo

A propósito da celebração do 32º aniversário da Convenção sobre os Direitos das Crianças, vários profissionais da área social estiveram reunidos na freguesia de Peredo, no concelho de Macedo de Cavaleiros, onde discutiram várias temáticas relacionadas com os direitos das crianças e a sua violação.

Em Macedo de Cavaleiros há casos de perigo, maioritariamente ao nível da negligência, agressão física entre pares e exposição a comportamentos de violência doméstica. Os dados foram revelados por Assunção Gemelgo, presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Macedo de Cavaleiros:

“As crianças são vítimas de uma ambiente familiar que não lhes é favorável, ou seja, de imediato temos um dos primeiros princípios dos direitos violado, que é o direito à família e a uma vida tranquila e harmoniosa. A CPCJ trabalha estas áreas ao nível preventivo para que estas situações não venham a acontecer. Na verdade, quando acontecem, chegam a nós através de informações que outras entidades nos dão. A partir daí, o nosso papel é acompanhar as famílias no sentido de conseguir toda a colaboração para remover ou minimizar o perigo. Caso isto não seja possível, em situações extremas, tentamos procurar uma situação mais tranquila para a criança de forma a que o trabalho com a família seja feito e que, sempre que possível, possa voltar para junto dela.”

 

E descentralizar os eventos é o principal propósito da realização deste género de eventos nas aldeias, como explica Ricardo Cordeiro, presidente da junta de freguesia de Peredo:

“Esta ideia surgiu quase do nada. A intenção é descentralizar para que as pessoas saibam as valências que temos na região. É preciso fazer chegar essa informação a quem está mais distante que, por norma, são as freguesias.”  

 

A palestra foi aberta a toda a comunidade embora a adesão da população não tenha sido significativa. Ainda assim, o presidente de junta assume a importância de participar nestas iniciativas:

“É preciso dar um passo de cada vez, porque as pessoas não estão acostumadas a estes eventos e penso que isso as assusta um pouco. Ainda esta semana tive comentários do género ‘não tenho crianças por isso essas sessões não me fazem falta’. Mas não é assim, até porque, muitas vezes, um vizinho pode ser a tábua de salvação para um caso de violência nas crianças. Convém que todos tenhamos informação e que não haja medo.

Peredo tem cerca de 14 crianças até aos 12 anos. Até aos 18, temos cerca de 22. A habitar, há 190 pessoas, por isso, em proporção, penso que temos bastante gente jovem.” 

 

A participar estiveram membros da CERCIMAC, CPCJ, bem como psicólogas e membros do projeto CLSD 4G – Operação Colmeia.

 

Escrito por ONDA LIVRE 

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