GDM entra a perder na II fase do campeonato mas com sentimento de “dever cumprido”

O GDM perdeu esta noite em casa com o Caxinas no arranque que da fase de apuramento de campeão do Campeonato Nacional da II Divisão de Futsal.

Os golos surgiram todos na primeira parte, e do lado do Macedense, o tento foi apontado por Pauleta.

A equipa caxinense, que desceu da Liga Placard à II Divisão a época passada, acabou no primeiro lugar da Série A, a mesma do GDM.

Apesar do resultado não ser favorável à equipa, o treinador, Costinha, diz ter chegado ao final da partida com sentimento de dever cumprido:

“Sabíamos que este ia ser um jogo muito difícil, com diferentes ritmos de condição de base.

Nós preparamo-nos e vimos, há três semanas, que havia um encaixe muito interessante entre as duas equipas, o que tornava possível um jogo a este nível.

Acho que foram duas as oportunidades em que eles foram eficazes, tiveram mais algum ascendente em fases, em outras fomos nós, e assistimos a 10 minutos finais que foi só o GDM a dar.

Fisicamente conseguimos levar o adversário a estar com dificuldades e foi um 2-1 que me fez dizer aos jogadores que são estes momentos que nos fazem permitir sonhar.

O sentimento é de dever cumprido e a equipa está de parabéns, foi bastante competente.

Não podemos fazer mais do que a nossa competência nos permite no momento. Se tivéssemos mais eficácia na finalização, podíamos ter outro resultado, o que não podemos é ficar desencantados por sermos competentes.”

Quando as duas equipas se encontraram na fase regular do campeonato, o Caxinas também levou a melhor, mas com vantagem mais dilatada, por 4-1.

Realidades diferentes que se encontram de Norte a Sul do país, mas Costinha garante que os objetivos do GDM estão bem definidos:

“Esta equipa do Caxinas, para além de ter sido a mais competente na primeira fase da nossa série, vem com o ritmo da Liga Placard do ano passado.

A realidade das três equipas (4º, 5º e 6º) da série norte, e uma ou duas da série sul, é amadora, tudo o resto é de compromisso profissional, e isso pode fazer diferenças.

Compete-nos a nós trabalhar dia a dia nas cinco horas semanais em que temos possibilidade, bastante inferiores às muitas horas que outros podem ter, mas temos de usar as nossas armas e aproximar-mo-nos, em termos de competência, daquilo que são as referências do alcançar do sonho.

Estamos numa fase em que já não descemos e agora vamos atrás de mais alguma coisa. Temos um objetivo que é honrar esta camisola, jogo a jogo, e isso traduz-se em nos permitirmos a sonhar que é possível.

Quero também deixar os parabéns à claque que foi fantástica durante o jogo todo.”

Já do lado do Caxinas, que é uma das candidatas a regressar à Liga Placard, o treinador, Nuno Silva, admite que, e sem surpresas, o Macedense não lhes facilitou a vida e o resultado “ajusta-se”:

“Já estávamos à espera disso.

Sabíamos que esta equipa é composta por jogadores com boa qualidade individual, com talento e que juntam a isso alguns elementos com experiência.

Sabíamos que era um primeiro jogo, ainda por cima, fora, e com um público que criou um ambiente espetacular. Por isso sabíamos que iríamos ter um jogo muito complicado, o que se confirmou, e nem estávamos à espera de menos.

O resultado acaba por se ajustar àquilo que foi o jogo, fica a nossa vitória mas também a réplica excelente dada pelo Macedense, pois sabíamos que essas são as características da equipa e tenho a certeza absoluta que se vão manter ao longo do campeonato todo.”

No próximo sábado o Macedense vai ao encontro do ADR Retaxo, que na fase anterior conseguiu o sexto lugar da série B.

Escrito por ONDA LIVRE

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