A ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, disse, ontem, em Bruxelas, que Portugal está a trabalhar juntamente com outros países para evitar que a Irlanda rotule o vinho como produto nocivo para a saúde.
O vinho é um dos principais produtos portugueses, com grande peso na balança das exportações.
Daí que o objetivo do Governo português seja dissuadir outros países de o catalogar como negativo para a saúde:
“Não faz sentido fazer esse nível de especulação através da rotulagem. Nós sabemos que o vinho consumido com moderação faz parte da dieta mediterrânica.
É um ativo muito importante para a economia portuguesa, aliás, estamos muito próximos de atingir os 1000 milhões de euros de exportações. Tem um impacto muito positivo do ponto de vista social, económico e ambiental, nomeadamente no território interior. Portanto, queremos continuar a trabalhar, nomeadamente com os estados membros que têm posições semelhantes à nossa.
Maria do Céu Antunes referiu também que tudo fará para dar as explicações necessárias para fazer cair a ideia de o vinho, desde que consumido com moderação, é mau para quem o bebe:
“A vinha e o vinho não têm uma grande repercussão só em Portugal, França, Espanha ou em Itália. Hoje encontramos vinhos de excelente qualidade em toda a Europa, portanto, precisamos mesmo é fazer campanhas de sensibilização, que mostrem que quando consumido com moderação faz parte da dieta mediterrânica e é um ativo ambiental, económico e social.”
Em causa está a decisão da Irlanda de incluir em todas as garrafas de bebidas alcoólicas uma etiqueta que alerte que o seu consumo é nocivo para a saúde, o que Portugal e outros Estados-membros contestam.
As exportações portuguesas de vinho para a Irlanda fixaram-se, em 2022, em 6,3 milhões de euros, um aumento de 39,5% face ao ano anterior.
A Irlanda é o 23º cliente de vinhos portugueses a nível global e o 12º a nível comunitário.
INFORMAÇÃO CIR (Rádio Ansiães)

