Aponta a falta de disponibilidade, por razões profissionais, como a principal razão para não se recandidatar a presidente da direção do clube:
“Neste momento acho que chega ao fim o ciclo desta direção.
Depois de ponderar vários aspetos, principalmente profissionais, decidi não me recandidatar, por falta de tempo. A título profissional estou demasiado ocupado e sinto falta de disponibilidade para levar a bom porto o projeto do GDM.”
João Pires fala de algumas contingências que, ao longo dos últimos anos, criaram problemas financeiros ao clube que ainda não estão resolvidos:
“Alguns aspetos financeiros que estão a ser resolvidos mas não o foram no tempo certo, por falta de apoios publicitários, muitos patrocínios que nos dois anos de confinamento não tivemos coragem de pedir aos nossos patrocinadores, porque toda a gente esteve fechada e não havia disponibilidade financeira deles para nos poderem ajudar, como sempre fizeram, e que nós agradecemos muito.
A falta de público no pavilhão também criou quebras nas receitas. São situações que temos vindo a resolver.Quando digo que temos problemas de tesouraria, evidentemente que são coisa que estão negociadas e controladas, mas que não gostaríamos de as ter.”
Fora isso, João Pires faz um balanço positivo dos resultados desportivos alcançados pelo clube durante os mandatos:
“Tem um saldo positivo pela parte desportiva porque ao longo destas épocas em que fui presidente do GDM conseguimos sempre alcançar os objetivos.
Recordo-me que na época em que estávamos já em confinamentos devido à Covid-19, ficámos muito próximo de podermos alcançar o playoff de subida, a 31 segundos.Valem as coisas que se fizeram, que acho que foram muito bonitas e boas, prestigiámos o futsal e prestigiámos a instituição GDM.”
As eleições estão marcadas para dia 23 de maio e as listas terão de ser entregues até 24 horas antes.
João Pires avançou ainda que há pelo menos uma lista a ser preparada, à qual também vai pertencer, mas não como candidato a presidente.
Escrito por ONDA LIVRE

