Nas comemorações do 10 de Junho, Marcelo Rebelo de Sousa destacou a importância das regiões do interior

O interior deve ser tão importante como o litoral e os grandes centros urbanos do país.

Foi uma das principais mensagens do discurso do Presidente da República nas comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que decorreram sábado, na Régua:

“Porque nós queremos que os “Pesos da Régua” dos nossos interiores sejam tão importantes, quanto as “Lisboas”, os “Portos”, os “Setúbais”, as “Coimbras”, os “ Aveiros”, as “Vianas de Castelo”, os “Faros” do nosso continente e claro, as ilhas que são iguais na lei e iguais na esperança do futuro.”

Marcelo Rebelo de Sousa destacou também a união dos 19 municípios da Comunidade Intermunicipal do Douro como exemplo do que o país deve seguir:

 

“É o retrato de Portugal que queremos porque se unem dezanove municípios. Como que a dizer que só a união faz a força, a união da diversidade e \união em torno o que é essencial para todos eles e para todo nós. É o retrato de Portugal que queremos, porque aquilo que os une é o Douro e o Douro é em si próprio história de Portugal.”

Ideias-chave de Marcelo Rebelo de Sousa já depois de o presidente da comissão organizadora do 10 de Junho, o produtor e enólogo João Nicolau de Almeida, ter chamado a atenção para os grandes desafios do Douro, como o despovoamento e a consequente falta de mão-de-obra para trabalhar na vinha:

“Começo por referir uma realidade nacional, não sendo o Douro uma exceção, que se trata de uma forte desertificação do interior, gerando falta de mão-de-obra e escassez de massa crítica. Aqui posso fazer uns parênteses, Sr. Presidente… Se pudéssemos mudar o dez de junho para 10 de setembro, era ótimo para a vindima, tínhamos aqui gente que chegasse. Para atrair e fixar pessoas qualificadas, a oferta de trabalho deverá ser aliciante, sendo fundamental o aumento do valor da matéria-prima, ou seja, da uva, de forma a gerar mais montante e oferecer melhores condições de trabalho. Face a nossa dinâmica de produção, seria urgente adaptar as leis à atualidade.”

O presidente da Comunidade Intermunicipal do Douro, Carlos Silva Santiago, ficou satisfeito com o discurso de Marcelo Rebelo de Sousa, nomeadamente por ter destacado a união dos municípios durienses:

“Nós ficamos muito honrados e muito satisfeitos que o senhor Presidente da República já também percebido que nós, Douro, temos esta dimensão, já estamos numa união que é bem maior que os dezanove municípios, somos já uma cidade e acho que é essa ambição um sinal para o país de que juntos, de certa forma, encontramos consensos e não problemas. É a melhor solução para podermos sair do anonimato e colocarmos os nossos produtos lá fora. O vinho é hoje o elo agregador do dia 10 de junho. No vinho está representado o povo que trabalha na agricultura, no Douro e, por consequência, todos os portugueses.”

À margem das comemorações do 10 de junho, no sábado, o Presidente da República ainda disse esperar que o desenvolvimento da ferrovia, nomeadamente na linha do Douro, seja uma das conquistas do Plano de Recuperação e Resiliência que, no próximo semestre e em 2024, espera já ver no terreno.

Fotos: Município de Peso da Régua

INFORMAÇÃO CIR (Rádio Ansiães)

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