Tem 30 anos e sucede a Duarte Soares, que abdicou do cargo para integrar a nova Administração da Unidade Local de Saúde do Nordeste.
A assistente social é natural da aldeia de Bornes, neste concelho, e cedo iniciou o seu percurso na Cruz Vermelha Portuguesa:
“A minha ligação à Cruz Vermelha iniciou-se no ano de 2012, enquanto estudante de Serviço Social na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Nessa altura inscrevi-me como voluntária da delegação de Vila Real.
Mais tarde, em 2015, tive de abandonar porque acabei o curso e saí de Vila Real.Em 2020 fui convidada a integrar a comissão administrativa da estrutura local de Bragança, como tesoureira, e mais tarde, a meio de 2020, quando iniciámos como direção, fiquei como vogal da direção.”
Patrícia assume a presidência durante os próximos quatro anos, durante os quais quer dar continuidade ao trabalho desenvolvido pela anterior direção e focar-se no combate à solidão dos mais idosos:
“Consolidar o que já foi feito pela anterior direção, que fez um excelente trabalho e a delegação teve um crescimento muito rápido.
A par disso, quero focar-me no meio rural, apoiando a comunidade mais isolada e combatendo a solidão.Ir também fazendo outros projetos e candidaturas que vão aparecendo, estamos sempre atentos.”
Considera que ainda há muito a fazer pelos idosos que vivem em meio rural:
“Não poderá ser só esse o foco da Cruz Vermelha, mas na nossa área geográfica penso que é um dos pontos fulcrais de atuação, porque sabemos que temos uma população muito envelhecida, isolada, que muitas vezes nem sequer tem parentes a viver nas proximidades. Existe a necessidade de ter alguma vigilância, apoio e acompanhamento.”
A Cruz Vermelha de Bragança presta apoio social, com projetos para acolhimento de refugiados ou requerentes de asilo, um deles em Chacim, no concelho de Macedo de Cavaleiros.
Tem vários protocolos com freguesias do concelho brigantino para acompanhamentos com serviços de enfermagem, ação social e psicologia.
Possui transportes de emergência para vítimas, principalmente de violência doméstica e tráfico humano.
Escrito por ONDA LIVRE

