Sevenair garante que Governo ainda não abriu concurso para atribuir a concessão da carreira aérea que parte de Bragança

Depois de, na semana passada, a Sevenair ter mostrado preocupação relativamente à continuidade da ligação aérea, uma vez que a concessão termina em fevereiro e o Governo ainda não abriu o concurso para a atribuir novamente, o presidente da câmara de Vila Real, Rui Santos, assegurou que Governo vai manter a carreira e que o concurso público para a concessão da ligação Bragança-Vila Real-Viseu-Cascais-Portimão está já a decorrer com normalidade
Contudo, não será bem assim, esclarece o diretor de voos da Sevenair, Sérgio Leal:
“Estes concursos são públicos e neste momento não tem qualquer concurso aberto. Poderá haver qualquer informação que nós não tenhamos enquanto operador e que o presidente da câmara de Vila Real possa ter”.

Sem concurso aberto pode estender-se o prazo deste, como já aconteceu noutras alturas, em que o prazo terminou, e a companhia continuou a operar.

Contudo, desta vez não continuará a fazê-lo caso não haja contrapartidas, uma vez que noutros tempos ficou dinheiro por receber:

“Não podemos estar a fazer uma operação sem uma contrapartida. Se existir contrapartida, também terão que ser analisadas as condições”.
Sérgio Leal continua a dizer que a Sevenair aguarda que abra então novo concurso público mas, caso abra, não é certo que concorra:

“Depende das circunstâncias do concurso. Já fizemos saber que se for com as mesmas condições que o contrato anterior, a Sevenair não terá condições para concorrer. Se houver algumas alterações que serão necessárias, então aí podemos equacionar isso”.

A Sevenair recebeu, nos últimos quatro anos, 10 milhões de euros, ou seja, 2,5 milhões por ano. Contudo, por causa da inflação, a empresa teve um prejuízo de, segundo Sérgio Leal, 300 mil euros.

INFORMAÇÃO E FOTO CIR (Rádio Brigantia)