O projeto do BPI e da Fundação “la Caixa” tem como objetivo fomentar o engenho e a criatividade das crianças, num espaço interativo, como explica a monitora, Teresa Silva:
“Colocá-las a pensar e a pensar com as mãos também, sem medo de mexer nas coisas e mostrar-lhes, durante as construções, que o erro faz parte do processo e que é tentativa erro até conseguirem.
Temos quatro zonas diferentes onde abordamos matérias diferentes, como matemática, trabalhos manuais, audiovisual, com stop motion e a zona da eletricidade.
A ideia em todas elas é que as crianças tenham a liberdade de escolher o material que querem usar e como querem construir as suas criações.
A atividade é sempre a mesma, os desafios em cada zona são adaptados às idades das crianças. Desde o primeiro ciclo até ao secundário, propomos desafios diferentes a cada faixa etária.”
Recebe normalmente crianças e jovens entre os 7 e os 16 anos e pretende também colmatar uma necessidade que consideram existir no que toca à criatividade nestas faixas etárias:
“Acreditamos que vem colmatar essa necessidade que as crianças têm de explorar na prática, ou seja, de experimentar, de errar, de mexer no material e de perceber como ele funciona.
Aqui eles conseguem fazer isso e achamos que essa necessidade que existe é colmatada no creactivity.”
Os ateliers itinerantes são visitados principalmente por alunos, após um contacto prévio feito com as escolas, mas também são abertos à comunidade em geral:
“Já tivemos escolas e algumas associações.
É feito o contacto com as escolas, as turmas interessadas fazem a marcação e vêm.
Costumamos trabalhar com escolas até, mais ou menos, o meio da tarde, e depois abrimos para a comunidade.
As famílias poderão vir.”
Este projeto surgiu em 2016 em Espanha e chegou a Portugal em 2018.
Está no Jardim 1º de Maio, em Macedo de Cavaleiros, até esta sexta-feira.
Escrito por ONDA LIVRE


