O presidente da Liga, António Nunes, disse que se o documento não agradar, vão ser tomadas medidas, porque as corporações de bombeiros já não aguentam:
“Nós há um mês e meio suspendemos, por exemplo, as altas hospitalares e podemos voltar a isso.
As nossas associações humanitárias estão num sistema de subfinanciamento de tal forma que não se aguenta.Dou este exemplo, 4890 euros de subsídio mensal para ter uma ambulância do INEM, quando pagamos aos nossos bombeiros cerca de 12 600 euros. É a falência do sistema e o INEM tem de entender isto.O INEM não pode transferir nem para nós nem para ninguém a solução de um problema que é dele. Se tem insuficiência financeira que resolva o problema com quem de direito, não connosco. Nós não podemos continuar a fazer isso.”
António Nunes acrescentou que os bombeiros não podem continuar a ter o mesmo número de ambulâncias que tinham em 2011 e que é necessário aumentar, a qualificação, a gestão e a organização.
A este propósito, recorde-se que, já em dezembro de 2023, o presidente da direção dos bombeiros de Mirandela, Sílvio Santos, falava num prejuízo mensal a rondar os cinco mil euros com as viaturas do Instituto Nacional de Emergência Médica, instaladas no quartel da corporação.
Recorde-se que o atual acordo, entre a Liga dos Bombeiros Portugueses e o INEM, sobre os valores atribuídos às corporações para subsidiar a atividade pré-hospitalar no âmbito do sistema integrado de emergência médica, está em vigor desde, outubro de 2021, na altura assinado pelo anterior presidente da Liga dos Bombeiros, Jaime Marta Soares.
INFORMAÇÃO CIR (Rádio Ansiães e Terra Quente FM)

