O número de passageiros da carreira aérea Bragança-Portimão caiu ligeiramente
Devido ao facto de o Governo se ter atrasado a lançar o concurso público para dar continuidade à linha, foi feito um ajuste direto com a empresa que operacionaliza a carreira aérea, em Março, mas, face ao que ia ser pago, teve que se reduzir ao número de voos.
O administrador da Sevenair, Carlos Amaro, assume que alguns passageiros optam por outras soluções para as suas deslocações e reclamam por não haver voos diários:
“Cortar nas frequências não é bom para a linha. Temos uma série de passageiros a reclamar, porque não conseguem fazer as suas viagens. O típico passageiro que faz esta linha vai e volta no mesmo dia ou vai e volta no dia seguinte, quando há cortes desta natureza, obviamente que mexe muito com os planos das pessoas”.
O concurso público para a concessão da ligação aérea só foi aberto em Abril, pelo que só deverá estar fechado em Outubro. Até lá a Sevenair continuará a fazer a ligação, através de ajuste direto, sendo que o primeiro, que era de três meses, já terminou, mas foi-lhe dada continuidade. Carlos Amaro diz que até Outubro a frequência dos voos se deverá manter mas, depois, haverá mais voos, tal como antes de o concurso terminar.
O ajuste direto entre o antigo Governo e a Sevenair terminou no dia 7. A empresa mantém a ligação porque o ajuste foi renovado, mas, dos primeiros três meses ainda não receberam nada. Carlos Amaro conta que esta semana lhes sejam pagos os 750 mil euros que estavam acordados:
“Operámos três meses, num contrato que previa recebermos ao fim de cada mês e, portanto, não recebemos nem um tostão dessas verbas e para nós é essencial recebermos. Somos uma empresa privada e obviamente dependemos do que os nossos clientes nos paguem”,
Até Outubro, os voos de segunda e sexta-feira são feitos em todas as escalas, às terças e quintas-feiras os voos são diretos entre Bragança e Cascais e aos sábados não há escala em Vila Real. Às quartas-feiras e domingos não há voos.
Informação CIR (Rádio Brigantia)
