Vítor Matos, é o chef português com mais estrelas Michelin e Óscar Gonçalves renova a sua estrela

O restaurante G Pousada em Bragança renovou, pela sétima vez, a Estrela Michelin, a única em Trás-os-Montes.

A Gala Michelin 2025 aconteceu, ontem, no Porto, onde foram apresentadas as Estrelas Michelin atribuídas aos restaurantes portugueses.

O chefe Óscar Geadas fala num reconhecimento do trabalho e deixa uma palavra aos produtores da região:

“Uma consistência de trabalho, uma equipa muito coesa e objetivos focados. Agradecer à minha equipa, mas também a todos os produtores de excelência de Trás-os-Montes que fazem com que os nossos objetivos sejam atendidos. Se não tivermos produtos de excelência não conseguimos atingir a excelência”, sublinhou.

Óscar Geadas lamenta que seja a única Estrela Michelin na região transmontana:

“É a minha pena, quem me dera que houvesse muitos mais, porque quantos mais houver, mais fortes somos, mais público atraímos, mais roteiro se pode criar. Só ficava a ganhar a região, o comércio, a hotelaria. Seriamos um destino gastronómico 100% assumido”, sublinhou.

O restaurante Contradição, situado na cidadela do Castelo de Bragança, e também do chefe Óscar Geadas, recebeu pela primeira vez um BibGourmand, uma distinção que reconhece os restaurantes com a melhor relação qualidade-preço:

À semelhança, também o restaurante ‘O Javali’ foi distinguido com um BibGourmand, pela quinta vez consecutiva. 

O restaurante Tasca do Zé Tuga, de Luís Portugal, também na cidadela de Bragança, recebeu a recomendação do Guia Michelin, pelo sétimo ano consecutivo.

A noite ficou ainda marcada pela atribuição de uma Estrela Michelin a uma mulher, Marlene Vieira. É a segunda mulher a receber esta distinção. A primeira foi atribuída em 1993.

Também o vila-realense, Vítor Matos, tornou-se, esta noite no Porto, o chef português com mais estrelas Michelin, acumulando cinco no total. Vítor Matos mantém as duas estrelas no restaurante “Antiqvvm”, no Porto e uma estrela no “2Monkeys” com o chef Guilherme Spalk, em Lisboa. As outras duas estrelas foram conquistas pelo restaurante “Blind”, em parceria com a chef Rita Magro, no Porto e o “Oculto” em parceria com o chef Hugo Rocha, em Vila do Conde.

A cidade do Porto foi o palco da noite mais estrelada da gastronomia portuguesa. O guia português mantém oito restaurantes com duas estrelas e soma 38 com uma estrela, com oito novas entradas. Ainda não foi desta vez que Portugal chegou às três estrelas.

O chef Rui Paula, com raízes em Alijó, mantem as suas estrelas Michelin na “Casa de Chá da Boa Nova”, em Leça da Palmeira e o chef transmontano Óscar Gonçalves, mantém, também, a sua estrela no G. Pousada, em Bragança.  

Nos novos restaurantes recomendados pelo guia, o Douro passa a contar com a presença do restaurante “Seixo By Vasco Coelho Santos” do chef Vasco Coelho Santos, em Tabuaço.

Desde 2024 que o Guia Michelin tem a sua versão portuguesa, depois de ter estado durante anos numa edição conjunta com Espanha, num guia ibérico.

Vítor Matos é Confrade de Honra da Confraria do Covilhete de Vila Real.

INFORMAÇÃO CIR (Escrito por Rádio Brigantia e Rádio Universidade FM)