O ministro da Agricultura disse, sábado, em Vila Real, que o plano que tem para o Douro é vasto e aguarda contributos da região.
Visa a redução de excedentes e assegurar rendimento justo aos viticultores e prevê apoios aos que entreguem uvas para destilação.
José Manuel Fernandes espera anunciar o plano em agosto:
“Portanto, isto é todo um plano vasto, que não está fechado e que está à espera de contributos. Queremos, em agosto, ter isto pronto. Mas antes, queremos ouvir os agricultores, porque somos democratas. Porque há ali medidas, que não são consensuais. Nós queremos que haja um acordo no Douro para este objetivo.”
José Manuel Fernandes insiste que vai ser necessário corrigir o desequilibro entre oferta e procura:
“Há um desequilíbrio entre aquilo que é a procura e a oferta. E isso baixa o rendimento. E nós queremos que haja um bom rendimento para o produtor. A medida que está em cima da mesa e que terá de ser ajustada para o preço por quilo, uma medida que também não sabemos qual será a quantidade de uvas que irão para a destilação e o montante final, tem um objetivo que é o de destilar para a aguardente, mas depois com o compromisso de haver uma redução da produção, de forma a que haja o equilíbrio entre oferta e procura, sempre com um ponto que para nós é sagrado. Nós queremos que o produtor e o pequeno produtor tenham um rendimento juntamente. E que não esteja, inclusivamente em algumas situações, a perder recursos.”
Uma das medidas que está em cima da mesa é a de usar “uvas para vinho a destilar”.
Tem como objetivos reduzir os excedentes de vinho na RDD, através do escoamento de uvas excedentárias, e assegurar diretamente um rendimento mínimo ao viticultor.
INFORMAÇÃO CIR (Escrito por Rádio Ansiães)
