A Taça de Portugal de Parapente, na Serra de Bornes, concelho de Macedo de Cavaleiros, que arrancava, esta sexta-feira, foi cancelada devido ao risco máximo de incêndio, uma vez que o Governo prolongou a situação de alerta.
“Segundo as regras da FAI, nós só podemos adiar tendo uma data alternativa, sem essa data, a única alternativa é o cancelamento”, explica Orlando Neves, um dos responsáveis pela organização.
O evento contava já com cerca de 90 inscrições e no território já se encontravam quase 30 pilotos.
“É difícil aceitar, obviamente. Uma organização destas não se faz numa semana, num mês. Andamos há um ano a trabalhar nesta prova, desde que terminamos a edição do ano passado, que começamos de imediato a trabalhar na organização desta prova, na edição deste ano. E foi com muita tristeza e algum desânimo que os elementos da organização encararam estas alternativas”, aponta.
O cancelamento da prova ocorre devido à decisão do Governo em prolongar a situação de alerta até 13 de agosto, por causa das altas temperaturas que se fazem sentir, vigorando as mesmas proibições. Neste caso, em concreto, está em causa a proibição de circulação e permanência em espaços florestais.
De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a partir de sábado, entre as 9 horas de sábado e as 00:00 de segunda-feira, o aviso passa para o vermelho, devido à “persistência de valores muito elevados da temperatura máxima”, para os dois distritos transmontanos de Bragança e de Vila Real.
Recorde que esta edição já teve de ser adiada, no mês passado, devido às condições meteorológicas. A organização cabe ao BôAr Parapente Clube, pela Federação Portuguesa de Voo Livre e pelo Município de Macedo de Cavaleiros.

