Festival Circ Bô, de Vilares da Vilariça, com uma edição especial e simbólica

Começa hoje o Mini Circ Bô, depois de ter sido adiado para esta data, numa versão que foi transformada, na aldeia de Vilares da Vilariça, no concelho de Alfândega da Fé.

Falamos do primeiro festival de circo contemporâneo do país a realizar-se numa aldeia, e que devido a vários constrangimentos vai apresentar uma edição especial e simbólica, como explica Filipe Jeremias, um dos três cofundadores, da Associação Ilocal – Inteligência Local – Associação para a Regeneração, Desenvolvimento e Governança das Economias Locais, que organiza o evento:

“Este ano vai ser um dia e meio de evento, onde vamos manter algumas das performances e atividades previstas da edição que primeiramente organizamos. Vamos ter dois espetáculos de circo contemporâneo, um espetáculo de teatro, de música, e diversos workshops para as famílias, ligados à arte, uma vez que estamos a concluir um dos nossos murais de 2025.

E ainda vamos ter a apresentação do nosso “Documentário Bô Ocupa um lugar”, que resulta daquilo que foi a residência artística do ano passado, e que fala um pouco como é que o circo contemporâneo e a arte consegue ou serve de âncora para repovoar aldeias como a nossa.”

Também acrescenta que houve constrangimentos financeiros, mas a organização decidiu programar uma edição também dedicada à população residente:

“Nós acabamos por estar assentes num forte apoio institucional, nomeadamente do Turismo de Portugal, e só conseguimos ter a verba para o final de outubro, no princípio de novembro, o que impactou aqui, brutalmente, a edição deste ano.

Mas teríamos aqui dois caminhos, um deles seria mesmo fazer o cancelamento total, um outro seria ainda colocar no ativo, uma mini edição, que consegui-se dar resposta a aquilo que são as expectativas das pessoas, sobretudo das pessoas da comunidade, da aldeia e também do concelho.

Então, conseguimos montar um Mini Bô no fundo, na história de 2025, que ficará marcada desta forma, portanto, aqui uma vulnerabilidade pela qual estamos a passar, tenho a ver com uma questão financeira, e tivemos que reformular. No fundo foi transformar um ano de trabalho em algo que podia ser de um menor impacto, e está tudo bem com isso.”

O festival começa hoje às 19h00, com uma sessão de abertura, vai contemplar sessões de cinema, do documentário Circ Bô, várias sessões de meditação, yoga, oficinas de pintura, concerto de música, e espetáculos de circo. A entrada este ano vai ser gratuita.