Assembleia Municipal de Vila Real considera regras de atribuição de vagas prejudiciais para os alunos do Interior do País

O Governo mudou as regras de atribuição de vagas para os alunos se candidatarem ao Ensino Superior, aumentando já no próximo ano letivo, em 5% das vagas dos cursos. Uma medida que o Ministério do Ensino Superior considera que dará mais autonomia às Universidade e Institutos para definirem quantos vagas disponibilizam.

Para a Assembleia Municipal de Vila Real estas novas regras podem ser prejudiciais para as Universidades do Interior do país, acentuando as assimetrias territoriais.

Nesse sentido os deputados da Assembleia Municipal de Vila Real aprovaram por unanimidade, uma moção que pretende “alertar” o Governo para a possível penalização das novas regras para as Universidades e Institutos Politécnicos do interior.

Rui Borges, da bancada do Partido Socialista da Assembleia Municipal de Vila Real, refere que é necessário defender a estabilidade da UTAD:

Esta moção quer apelar ao Governo para que tenha em consideração as especificidades demográficas e territoriais e adote mecanismos diferenciadores para salvaguardar as instituições do ensino superior do interior.

Esta moção aprovada na última reunião da Assembleia Municipal para além de ser enviada ao Governo será dada a conhecer ainda ao Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, ao Conselho Coordenador dos Institutos politécnicos e à UTAD.

Segundo o novo diploma do Ministério do Ensino Superior o “número total de vagas a fixar para 2026-27 nos concursos nacional e locais de cada instituição poderá exceder em 5% as vagas iniciais fixadas nesses concursos no ano letivo anterior (2025-26).”

De referir que as novas regras estabelecem ainda limites mais apertados para os cursos com elevado nível de desemprego.

INFORMAÇÃO CIR (Escrito por Rádio Universidade FM)