André Ventura não quis aprofundar o seu pensamento sobre a legislação que exclui as rádios locais dos Tempos de Antena nas eleições presidenciais de 18 de janeiro.
Ao final da tarde, desta segunda-feira, numa arruada em pleno centro da cidade de Mirandela, o candidato presidencial apoiado pelo Chega confrontado pela CIR com o novo boicote promovido pela Associação Portuguesa de Radiodifusão como forma de mostrar o descontentamento das Rádios Locais pelo constante adiamento da medida que prevê que passem a emitir todos os tempos de antena e não apenas a quando das eleições autárquicas, André Ventura foi parco em declarações sobre o assunto, denotando até algum desconhecimento sobre o tema que não foi possível esclarecer junto do candidato presidencial, dado o enorme aglomerado de pessoas e órgãos de comunicação social à volta do candidato do Chega.
A campanha eleitoral está a decorrer sem que tenha sido revista a legislação que regula as emissões dos Tempos de Antena e deixa de fora as rádios locais, muitas delas a atravessar dificuldades financeiras.
Para estas eleições presidenciais, o Estado determinou o pagamento de cerca de 2,8 milhões de euros para os Tempos de Antena emitidos pelas televisões nacionais e pelas rádios nacionais e regionais, excluindo as rádios locais, tal como de resto também acontece nas eleições legislativas e europeias. As rádios Locais apenas estão incluídas nos tempos de antena a quando das eleições autárquicas.
Apesar de esta matéria já estar prevista em algumas propostas de Programas de Governo, ela não tem ainda qualquer implementação prevista, pelo que as Rádios continuam as formas de luta adotadas nos vários atos eleitorais, promovidos desde 2019, nomeadamente legislativas e europeias, no sentido de pressionar o Governo a avançar de forma definitiva com esta medida.
INFORMAÇÃO CIR (Escrito por Rádio Terra Quente)

