Deputados Municipais do Chega exigem transparência e salvaguarda dos direitos de proprietários e agricultores no processo de pedido de prospeção de depósitos minerais na zona de Avidagos

O Grupo do CHEGA (CH) na Assembleia Municipal de Mirandela promete que vai estar “vigilante” ao processo da abertura do período de consulta pública (até 6 de março) do pedido de atribuição de direitos de prospeção e pesquisa de depósitos minerais de cobre, chumbo, zinco, antimónio e ouro, solicitado à Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), pela empresa GenericWays para a área designada “Avidagos”, no concelho de Mirandela, com uma área total de 66 quilómetros quadrados, abrangendo as aldeias de Avidagos, Barcel, Carvalhal, Cobro, Fonte da Urze, Longra, Marmelos, Navalho, Pereira, Rego de Vide, São Pedro de Vale do Conde e Vale Verde da Gestosa.

Em comunicado, o Grupo Municipal do Chega – constituído por quatro deputados municipais – garante que vai ficar atento “sobre o impacto deste projeto na qualidade de vida das populações, na qualidade da água e na salvaguarda da nossa agricultura”, adianta a nota enviada à Terra Quente FM/CIR, assinada por Marisa Aranda, a cabeça de lista à Assembleia Municipal, nas autárquicas de 12 de outubro de 2025.

Embora esta fase corresponda apenas à prospeção e pesquisa, o Grupo Municipal do Chega considera que “nenhum processo desta dimensão pode avançar sem total transparência e sem salvaguarda absoluta dos direitos dos proprietários e agricultores”.

O facto de Mirandela ser um concelho agrícola, onde o olival, o amendoal e as explorações familiares são a base da economia local. Por isso, p Grupo do Chega considera ser importante “salvaguardar ocupações de terrenos sem enquadramento rigoroso, condicionamentos ao acesso às propriedades, riscos para linhas de água, furos, sistemas de regadio e danos em culturas permanentes, bem como a degradação da rede viária rural pela circulação de maquinaria pesada”, pode ler-se.

O grupo de quatro deputados municipais do Chega acrescenta ser “fundamental que nenhuma intervenção ocorra sem a informação clara/transparente aos proprietários, bem como é também fundamental a ponderação dos possíveis ganhos do ponto de vista económico, da empregabilidade e da captação de investimento que venha trazer mais dinâmica ao nosso concelho”.

No entanto, fazem notar que a maioria dos pareceres emitidos são favoráveis condicionados. “Isto, significa que há riscos identificados e que existem exigências ambientais, agrícolas e patrimoniais que não podem ser ignoradas”, chamam a atenção.

O Grupo Municipal do Chega promete acompanhar esta fase de discussão pública e “exigir que a população seja envolvida neste processo de forma clara e transparente para que todos possam avaliar as vantagens e desvantagens do projeto e participar na decisão”.

Para Marisa Aranda, o desenvolvimento do concelho “não pode ignorar a sua base agrícola nem colocar em causa direitos de propriedade. Transparência e rigor técnico são exigências mínimas”.

INFORMAÇÃO CIR (Escrito por Rádio Terra Quente)