Os 330 dirigentes do Instituto do Emprego e Formação Profissional de todo o país cessaram automaticamente as comissões de serviço, desde o passado dia 16 de fevereiro. É a consequência da reestruturação de vários organismos do Estado.
No entanto, o Secretário de Estado Adjunto e do Trabalho garantiu, em Bragança, que os dirigentes mantêm-se em funções até o processo estar concluído, mas não adianta se, no caso dos dirigentes do distrito de Bragança, vão manter os cargos ou se haverá novas nomeações.
Nas últimas semanas, o Governo tem vindo a publicar, em Diário da República, uma série de diplomas de reestruturação de vários organismos tutelados pelo Ministério do Trabalho que determinam a cessação automática das comissões de serviço dos dirigentes, abrindo a porta a novas nomeações e concursos.
Só no caso do IEFP, caíram, em todo o país, 330 dirigentes, com o decreto-lei que o reestrutura a estabelecer que “as comissões de serviço cessam automaticamente, sem prejuízo de se manterem em funções até à conclusão do processo de reestruturação”.
No caso do distrito de Bragança, cessaram automaticamente as comissões de serviço de Maria João Ramos, que foi designada diretora do Centro de Emprego e Formação Profissional, em fevereiro de 2025, tal como, dos dois diretores adjuntos do Centro Distrital: Manuel Rodrigues, coordenador do Centro de Emprego de Mirandela, e ainda Vítor Bebiano que foi o escolhido para coordenar o Centro de Emprego de Macedo de Cavaleiros.
No entanto, o secretário de Estado Adjunto e do Trabalho, adiantou, em Bragança, que os dirigentes continuam a assumir as suas funções como até aqui. “ Sempre que se faz uma reestruturação, cessam automaticamente as funções, ninguém deixa de trabalhar no dia seguinte, todos os seus diretores, coordenadores, estão a fazer o seu trabalho normal, não há nada de excecional, estavam preparados para isso”, garante Adriano Rafael Moreira que quis passar uma mensagem de “tranquilidade”, apesar de não adiantar se, no caso dos dirigentes do distrito de Bragança, vão manter os cargos.
“Através de concursos na CRESAP, outros através de concursos internos, vamos fazer, em alguns casos, a recondução, noutros casos haverá substituição, tudo sempre numa lógica de melhorar ainda os bons resultados que o Instituto de Emprego está a atingir”, sublinha.
O governante considera que existe algum “ruído e muita especulação” em torno desta reestruturação.
“Há sempre velhos do restelo, há sempre alguém que diz que vem o fim do mundo, mas estamos aqui para debater e para que o IEFP seja ainda melhor do que o que já é”, refere.
Adriano Rafael Moreira garante ainda que “não vamos fechar uma única porta, nem vamos despedir ninguém, portanto, aquelas preocupações de que vamos extinguir, nada disso vai acontecer”.
Declarações avançadas, na passada sexta-feira, à entrada para uma reunião de gestão da Delegação Regional do Norte, que decorreu no Museu do Abade de Baçal, em Bragança.
INFORMAÇÃO CIR (Escrito por Rádio Terra Quente)
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