Distrito de Bragança com menor número de nascimentos do país

O distrito de Bragança continua a registar o menor número de nascimentos do país, com 137 “testes do pezinho” realizados no primeiro trimestre deste ano. Ao lado do distrito brigantino, com menos nascimentos, surgem Portalegre, com 139, e Guarda, com 202.

Em contraste, Lisboa e Porto continuam a registar os números mais elevados, com 6.594 e 3.903 testes realizados, respetivamente, seguidos de Setúbal, com 1.797, e Braga, com 1.633, segundo dados do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge.

No total, em todo o país, durante o primeiro trimestre de 2026, foram analisados 21.813 recém-nascidos no âmbito do Programa Nacional de Rastreio Neonatal, coordenado pelo INSA, através da Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e Genética do Departamento de Genética Humana. Em comparação com o mesmo período de 2025, realizaram-se mais 1.031 “testes do pezinho”, face aos 20.782 do ano anterior, atingindo o valor mais elevado da última década.

O relatório indica que janeiro foi o mês com maior número de nascimentos, com 7.908 bebés, seguido de março, com 7.312, e de fevereiro, com 6.593.

Em 2025, foram rastreados 87.708 bebés, o valor mais alto dos últimos dez anos.

No mesmo ano, no distrito de Bragança, durante os primeiros três meses, foram realizados 124 “testes do pezinho”.

O Programa Nacional de Rastreio Neonatal é coordenado pelo INSA, através da sua Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e Genética, integrada no Departamento de Genética Humana.

O “teste do pezinho” consiste na recolha de algumas gotas de sangue do pé do recém-nascido, entre o terceiro e o sexto dia de vida, permitindo diagnosticar precocemente doenças graves que são difíceis de detetar nas primeiras semanas e que podem provocar atraso cognitivo, alterações neurológicas, problemas hepáticos ou até situações de coma.

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