O Túnel do Marão já foi atravessado por cerca de 45 milhões de veículos desde a sua abertura, há uma década, integrado na Autoestrada A4, que liga Vila Real a Amarante, revelou a Infraestruturas de Portugal.
Em comunicado, a IP destaca que o túnel se afirma como uma infraestrutura essencial para a mobilidade entre o litoral e o interior Norte, contribuindo para a coesão territorial e para o desenvolvimento económico da região de Trás-os-Montes e Alto Douro.
Com 5,6 quilómetros de extensão, a infraestrutura atravessa a Serra do Marão e assinala amanhã dez anos desde a sua inauguração.
Desde a sua entrada em funcionamento, já foi utilizado por mais de 45 milhões de veículos. A IP sublinha ainda que “desde a abertura, não há registo de vítimas mortais ou feridos graves no túnel”. Em 2025, registou uma média superior a 17 mil veículos por dia, confirmando uma tendência de crescimento sustentado nos últimos quatro anos, após o levantamento das restrições associadas à pandemia.
O tráfego médio diário anual aumentou de 13.312 veículos, em 2022, para 17.560, em 2025, ano em que as portagens foram abolidas neste troço da A4, a 1 de janeiro.
Já em 2020, ano marcado pela pandemia de COVID-19, a média diária de tráfego desceu para cerca de 9.590 veículos.
A IP refere ainda que o túnel representa um marco da engenharia nacional, quer pela complexidade técnica da sua construção, quer pelas soluções adotadas em matéria de segurança, ventilação, iluminação e monitorização operacional.
A infraestrutura é composta por duas galerias unidirecionais, cada uma com duas vias, e está equipada com sistemas de videovigilância, deteção automática de incidentes, postos SOS e centros de controlo operacional, garantindo elevados padrões de segurança e fiabilidade.
A sua entrada em serviço permitiu substituir o antigo traçado da Serra do Marão, caracterizado por condições exigentes e elevada sinistralidade, reduzindo significativamente os tempos de viagem e melhorando a segurança rodoviária.
A Autoestrada do Marão permitiu concluir a A4, que liga o Porto a Bragança, melhorando a mobilidade na região, reduzindo a sinistralidade e tornando-se uma alternativa ao sinuoso IP4.
Este troço entrou em funcionamento após sete anos de obra e três interrupções nos trabalhos.
O investimento global na autoestrada foi de 398 milhões de euros, com um apoio comunitário de 89,9 milhões de euros.

