O PCP quer manter viva a reivindicação da implementação do Plano de Mobilidade do Tua, para que seja cumprida a principal contrapartida imposta pela Declaração de Impacte Ambiental, para compensar a construção da barragem de Foz-Tua – que já produz energia há oito anos – e que submergiu 18 quilómetros da linha do Tua, onde o comboio deixou de circular, desde 2008, após o último de 4 acidentes com outras tantas vítimas mortais.
Isso mesmo garante o deputado do PCP, na Assembleia da República, Alfredo Maia:
Em 2015, o memorando de entendimento, entre a EDP, a Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Tua e a empresa Douro Azul, agora Mystica SA, estabeleceu como obrigações do operador a concessão, construção de infraestruturas e instalações associadas ao sistema de mobilidade do Tua, fornecimento de equipamentos, da frota e do material circulante, a obtenção de financiamento e manter e explorar o sistema de mobilidade do Tua.
No mesmo acordo, a EDP assumiu uma contribuição a fundo perdido de 10 milhões de euros para alavancagem do projeto.
Em 2020, foram concluídas obras de estabilização dos taludes e reabilitação da linha, no valor de 5,6 milhões de euros, investidos pela Agência, obras consideradas fundamentais para a implementação do plano de mobilidade, mas até agora nada avançou e o operador já terá desistido.
Perante isto, o PCP entende que a CP deve assumir novamente a gestão e a manutenção do troço ferroviário entre Brunheda e Mirandela e só assim será possível a implementação do plano de
mobilidade.
O PCP já apresentou um projeto de resolução e vai continuar a insistir na reintegração da Linha do Tua (Brunheda a Mirandela e Carvalhais), na Rede Ferroviária Nacional e a manutenção da sua
infraestrutura no âmbito da IP, bem como integrar em todos os estudos e projetos de traçado para a futura linha Porto/Bragança, que se prevê passar cerca de 10 km a norte de Mirandela, uma estação de interface e ligação em via métrica até à Linha do Tua em Carvalhais.
Ainda assim, Alfredo Maia admite que o atual Governo não tem dado nenhum sinal de esperança no regresso da ferrovia a Trás-os-Montes:
Apesar disso, o PCP não vai desistir da sua ideia de que o acesso à ferrovia é também um direito das populações, essencial para ligar o território e fixar as populações.
INFORMAÇÃO CIR (Escrito por Rádio Terra Quente)

