O Instituto Nacional de Emergência Médica está a apurar as circunstâncias da morte de uma jovem, de 20 anos, em Vila Real, depois de a Viatura Médica de Emergência e Reanimação, VMER, ter ficado inoperacional no momento em que se preparava para responder a uma situação de paragem cardiorrespiratória.
O alerta foi recebido às 12h58 de quinta-feira, para uma mulher com dificuldades respiratórias. Segundo o INEM, face à indisponibilidade dos meios de emergência mais próximos, que estavam ocupados noutras ocorrências, foi acionada uma ambulância dos Bombeiros Voluntários de Santa Marta de Penaguião, por ser o meio disponível mais próximo.
O presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, Rui Lázaro, considera que a situação poderia ter tido outro desfecho:
Segundo o INEM, após a confirmação, no local, de uma paragem cardiorrespiratória, foi acionada a VMER do Hospital de Vila Real. No entanto, quando se preparava para sair, a equipa informou o CODU de que a viatura estava inoperacional.
No terreno, foram realizadas manobras de Suporte Básico de Vida, com recurso a um desfibrilhador automático externo. A jovem foi transportada para o hospital, onde acabou por ser confirmado o óbito.
O sindicato fala em falhas estruturais no sistema e critica também os tempos de resposta das emergências:
O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar afirma que tem recebido denúncias frequentes de viaturas médicas inoperacionais devido a avarias, alertando para a falta de meios de substituição:
Rui Lázaro defende ainda a necessidade de medidas urgentes por parte do Governo:
O responsável considera urgente reforçar a frota e garantir que as viaturas em manutenção possam ser rapidamente substituídas:
O INEM garante que está a investigar o caso. O sindicato mantém as críticas à falta de meios e à indisponibilidade da VMER, apontando fragilidades na resposta do sistema de emergência pré-hospitalar.

