Presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães contabiliza mais de três mil hectares de área ardida

O incêndio que começou no concelho de Torre de Moncorvo, no passado sábado, dia 15 de agosto, em Cabeça Boa, e que se alastrou ao concelho de Carrazeda de Ansiães no dia seguinte, mantém ainda uma frente ativa entre as aldeias de Vilarinho da Castanheira e Seixo de Ansiães.

Esta terça-feira, duas frentes encontravam-se em fase de consolidação. Neste momento, a frente que mais preocupa as autoridades é a que se localiza em Seixo de Ansiães.

Esta frente não apresenta perigo para habitações ou bens. Não é contínua, uma vez que apresenta alguns focos, e os trabalhos estão a decorrer favoravelmente, com recurso a máquinas de rasto e meios aéreos, que, além de água, estão também a descarregar retardante.

Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães, João Gonçalves, referiu que os prejuízos agrícolas são muito avultados.

Segundo o autarca, está em causa uma área muito extensa que, entre os concelhos de Torre de Moncorvo e Carrazeda de Ansiães, deverá ultrapassar os três mil hectares, com danos em culturas como vinha, olival e sobreiros.

O incêndio dura há quatro dias e, no local, estão 510 operacionais, apoiados por 167 viaturas e cinco meios aéreos.

Além de bombeiros de várias corporações, encontram-se no terreno elementos da Guarda Nacional Republicana (GNR), do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), militares do Exército e da Força Aérea Portuguesa, que operam máquinas de rasto.

Fotografia: Meteo Trás-os-Montes

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