carrazedo

Eurocastanea 2026 reúne mais de 300 participantes de nove países em Carrazedo de Montenegro

Carrazedo de Montenegro, conhecida como a capital da castanha judia, é o local escolhido para receber o 16.º Encontro Europeu da Castanha, o Eurocastanea 2026, que decorre de 10 a 12 de setembro.

A organização conta com mais de 300 participantes, entre produtores, técnicos, investigadores e profissionais do setor, oriundos de nove países europeus.

O encontro será marcado por três dias de partilha de conhecimento, debate e valorização de uma cultura com particular importância no território de Valpaços e com peso significativo na economia local, como destaca o presidente da Câmara Municipal de Valpaços, Jorge Mata Pires:

“Vamos ter aqui agricultores, produtores e comercializadores de nove países europeus. É importante essa partilha de conhecimento, essa troca de conhecimento entre os agricultores, na medida em que precisamos de modernizar a nossa agricultura, precisamos de criar novos métodos de produção e de tornar os nossos soutos mais rentáveis.”

Para Lino Sampaio, presidente da AgriFuturo, o evento pretende marcar uma nova fase na afirmação da castanha produzida na região:

“Eu acho que vai haver um antes do Encontro Europeu e um depois do Encontro Europeu, porque, neste momento, com a quantidade de gente que nos vai visitar, vamos ter muitos players, muitos operadores, que vão ficar com a noção de que, de facto, as melhores castanhas do mundo inteiro estão aqui, neste território.”

Para a organização, o encontro é também uma oportunidade para mostrar que esta produção enfrenta desafios cada vez maiores. Segundo Alcino Pires, presidente da Associação Portuguesa da Castanha, RefCast, a modernização da produção e a aposta na mecanização são apontadas como caminhos fundamentais, sem perder de vista a necessidade de atrair uma nova geração para o setor:

“Existe aqui a mecanização da colheita, a mecanização do maneio do souto, a automação e a introdução de regas. Sobretudo, aproveitar os jovens que já têm conhecimento e que têm uma paixão pela castanha, aproveitá-los e dizer-lhes como fazer, transmitindo-lhes a ideia de que é uma cultura de futuro.”

Além da produção, há também uma aposta na valorização e transformação da castanha, procurando chegar a novos mercados e a consumidores ao longo de todo o ano:

“Nós não precisamos de transformar a castanha para a vender. Temos uma variedade que, em fresco, é a melhor do mundo, garantidamente. Mas, no entanto, achamos que, para poder falar do território o ano inteiro e de uma maneira mais consistente, também temos que a transformar.

Para depois podermos estar em qualquer parte do mundo, em qualquer altura do ano, e poder falar deste território e das castanhas.”

O objetivo do encontro passa também por discutir os problemas do souto, apresentar novas soluções e promover a castanha portuguesa além-fronteiras.

O 16.º Encontro Europeu da Castanha decorre de 10 a 12 de setembro, em Carrazedo de Montenegro, reunindo produtores e profissionais do setor para discutir o presente e preparar o futuro de uma cultura que continua a ser uma das marcas agrícolas da região.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *