Ex-padre Humberto Gama conhece sentença a 30 de setembro por burla, violação e usurpação de funções

O ex-padre Humberto Gama, que está a ser julgado pelos crimes de burla qualificada, violação e usurpação de funções, conhece a sentença no próximo dia 30 de setembro, no Tribunal de Vila Real.

O julgamento começou a 12 de maio e está a decorrer à porta fechada. As alegações finais foram apresentadas esta terça-feira.

Humberto Gama está acusado pelo Ministério Público (MP) da prática de um crime de burla qualificada, um crime de usurpação de funções, na forma continuada, e um crime de violação.

Quanto ao crime de coação sexual, pelo qual também estava acusado, o processo não deverá prosseguir relativamente a esse ilícito, depois de a alegada vítima se ter recusado a prestar depoimento e ter desistido da queixa.

Nas alegações finais, o Ministério Público pediu uma pena de seis anos de prisão, em cúmulo jurídico, enquanto a defesa pediu a absolvição do arguido.

Segundo o Jornal de Notícias, à saída do tribunal, quando questionado pelos jornalistas, o ex-sacerdote negou os crimes e afirmou sentir-se confiante e tranquilo relativamente ao desfecho do julgamento.

Recorde-se que Humberto Gama foi detido a 24 de dezembro de 2021 pela Polícia Judiciária (PJ), por suspeita da prática do crime de violação de uma mulher de 47 anos.

Ficou em prisão preventiva, tendo sido libertado em abril de 2022.

Na decisão instrutória, conhecida a 30 de outubro de 2025, o Ministério Público considerou “suficientemente indiciado” que o arguido, depois de ter sido expulso como sacerdote da Igreja Católica, continuou, desde meados de 1979 até dezembro de 2021, a apresentar-se como “padre” e “padre exorcista” ligado à Igreja Católica.

Segundo o Ministério Público, Humberto Gama apresentava-se dessa forma no dia a dia, nas consultas que realizava e também em programas televisivos de âmbito nacional.

Ainda de acordo com o MP, no exercício da atividade de alegado padre exorcista, recebia pessoas que acreditavam que era sacerdote e das quais recebia contrapartidas financeiras.

Fotografia: TVI

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *