Executivo de Macedo de Cavaleiros quer retomar projeto da Casa dos Magistrados

A Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros quer retomar o projeto da Casa dos Magistrados, uma antiga ambição do município, embora o processo esteja ainda numa fase de avaliação.

O assunto foi abordado na reunião de Câmara realizada esta quinta-feira.

O presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Sérgio Borges, explica que o executivo está a fazer um levantamento do património e aguarda também uma definição por parte do Estado relativamente aos imóveis que poderão ser cedidos aos municípios:

“É assim, nós, quando entrámos como novo executivo, uma das questões é exatamente os nossos imóveis, o nosso património.

“Estamos a fazer um levantamento daquilo que nos pertence e depois também há aqui uma linha ténue daquilo que é do município e daquilo que é do Estado.“

“As câmaras vão ter uma lista dos imóveis disponibilizados pelo Estado para escolher até ao final do ano.”

Entre os imóveis que podem entrar nesta equação está precisamente a Casa dos Magistrados.

Sérgio Borges diz que o projeto continua a ser uma prioridade do executivo, mas sublinha que será necessário avaliar as condições dos edifícios e os custos de uma eventual recuperação:

“A Casa dos Magistrados é, obviamente, uma antiga ambição, que já vem de trás, e não deixa de ser também a ambição deste executivo.”

“Temos que ver como estão os edifícios e é de louvar esta iniciativa, mas, obviamente, tendo em conta o estado dos imóveis.”

“Porque, se tivermos um imóvel que exija um grande investimento só para o recuperar, também não faz sentido.”

A autarquia ainda não tem, por isso, um valor definido para o investimento.

O presidente da Câmara admite que a verba poderá vir a ser incluída no orçamento municipal, embora, devido à altura do ano, o investimento possa transitar para 2027:

“Tudo o que é investimento, tudo o que é obra, tem que estar plasmado no orçamento.”

“Temos que realmente ter essa lista, avaliar caso a caso e perceber qual o valor total que temos que investir nesses imóveis.”

Para Sérgio Borges, a recuperação e utilização destes imóveis poderá também contribuir para atrair e fixar entidades e instituições no concelho.

O projeto da Casa dos Magistrados fica, assim, em aberto, dependente da lista de imóveis disponibilizada pelo Estado, da avaliação das condições dos edifícios e dos custos necessários à sua recuperação.

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