O projeto Acelerar o Norte chega a um fim, depois de mais de dois anos a apoiar empresas na transição digital. Macedo de Cavaleiros vai receber, esta terça-feira, a equipa do projeto que contou com a parceria entre a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Macedo de Cavaleiros (ACISMC) e a Associação Comercial, Industrial e Serviços de Bragança (ACISB).
A iniciativa veio ajudar os negócios de proximidade a adotar ferramentas digitais, desde a criação de sites e presença em plataformas online e até estratégias de marketing digital.
Francisco Moreira, gestor territorial do projeto, admite que a mudança provocou alguma resistência, mas diz que os empresários foram percebendo que a transformação digital não substitui a proximidade dos negócios locais:
“Tudo aquilo que é um processo de transformação cria inicialmente alguma resistência ou, às vezes, até algum receio. Sabendo que a proximidade e o espaço da loja deve ser mantido, ele é fundamental, mas o digital pode ser também aqui um veículo de chegar a mais pessoas.”
Para Paulo Moreira, presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Macedo de Cavaleiros, o projeto conseguiu ultrapassar algumas das resistências iniciais, sobretudo entre os negócios mais antigos, procurando aproximar os empresários de ferramentas que podem ajudar a chegar a novos clientes e mercados:
“Se falarmos de empresários recentes é mais fácil traduzir isso numa vantagem. Agora, quando estamos a falar de negócios com caráter mais antigo, mais clássico, eu acho que aqui dificulta um pouco temos que trabalhar a mensagem de outra forma.”
O responsável considera que a proximidade foi essencial para convencer os empresários a experimentar novas soluções.
E entre os apoios disponibilizados estiveram vouchers até dois mil euros, que permitiram, por exemplo, criar sites, renovar a imagem das empresas e entrar em novas plataformas digitais.
“Isto era uma ferramenta importantíssima a oportunidade que o empresário tinha de criar um site, por exemplo. O único custo que a empresa tinha era o IVA.”
No caso de Macedo de Cavaleiros, Francisco Moreira aponta ainda a possibilidade de os negócios locais chegarem, através do digital, a clientes de outras regiões e até de outros países.
O projeto realizou mais de 234 eventos de proximidade em todo o Norte e acompanhou milhares de pequenas e médias empresas.
Mas o fim desta fase não significa o fim do processo de digitalização.
“Este é um caminho que não termina com o fim do projeto “Acelerar o Norte”, ou seja, é um caminho que foi iniciado agora e há, naturalmente, um longo caminho a percorrer.”
Em Macedo de Cavaleiros, fica assim o desafio de continuar a transformar a presença digital numa ferramenta de crescimento e competitividade para as empresas locais.
Fotografia: Acelerar o Norte

